Ação de combate à malária é desenvolvida em comunidades do Rio Pedreira e Costa do Rio Amazonas  

 

A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) executou o segundo ciclo de borrifação e visita domiciliar para combate e controle da malária nas localidades da Costa do Rio Amazonas e Rio Pedreira. As atividades, preconizadas pelo Ministério da Saúde nas áreas rurais e urbanas de Macapá, tem a finalidade de identificar o índice de infestação por anófeles, bem como nortear as ações de prevenção e controle vetorial.

 

Durante dois meses, agentes de endemias percorreram 24 localidades. A frente de trabalho orientou 1.880 moradores e fez 126 exames, onde somente dois apontaram resultado positivo. No último ano, o Brasil tem tido um aumento nos casos confirmados da doença. Em Macapá, o último levantamento feito pelo Programa de Combate à Malária aponta uma diminuição em 3% dos casos confirmados, comparado com o mesmo período de 2017.

 

Embora a redução seja considerada pequena, o coordenador explica que é considerado como um avanço, já que o estado tem registrado um aumento de casos nos municípios vizinhos. “O aumento de casos nos municípios fronteiriços, como Mazagão, Santana e Porto Grande, nos fazem acender o alerta. Inclusive, parte desses pacientes busca tratamento aqui na capital. É por isso que nas regiões ribeirinhas que fazem fronteira com Macapá os trabalhos estão acontecendo de forma intensificada, para aumentar o nosso bloqueio e impedir a proliferação no município”, disse Jailson Ferreira.

 

Dentre as localidades trabalhadas estão Curiaú Mirim, Rio Pirativa, Cedro, Pescada, Fugido Pequeno, Fugido Grande, Manoel José, Cacau, Carapanatuba, Aquariquara, Pracuúba, Foz do Rio Pedreira, São Raimundo, São Pedro, Terrinha, Cachoeira, China, Manoel Domingos, Abacate da Pedreira, Verissimo, Lontra da Pedreira, Bacaba, Ipixuna Miranda e Igarapé Amazonas.

 

A malária

 

É uma doença febril, transmitida pela picada de um mosquito infectado pelo Plasmodium, um parasita. No Brasil, a principal forma da doença é a vivax, mais branda, que oferece pouco risco de morte, 99% dos casos são registrados na Amazônia. Depois que o mosquito infectado pica uma pessoa, os parasitas vão primeiramente para o fígado. Nessa fase da doença, o doente pode sentir cansaço, fadiga e náusea. Depois, os parasitas caem na corrente sanguínea. É quando aparecem os principais sintomas da malária – febre alta, calafrios, tremores, suores excessivos e dor de cabeça. No começo, os sintomas podem ser diários. Depois, podem aparecer de forma cíclica, a cada dois ou três dias, por exemplo. (Fonte: Ministério da Saúde)

 

 

Jamile Moreira

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