Brasil ocupa 59º lugar no ranking da leitura entre 76 países, aponta levantamento

 

A leitura é um direito de todos, inclusive de quem não enxerga. No Brasil, segundo o IBGE, existem mais de 520 mil cegos, além de 6 milhões de pessoas com baixa visão.

 

A Fundação Dorina Nowill produz livros em braile e distribui de graça para pessoas com deficiência visual, para escolas, associações, bibliotecas e organizações em todo país.

 

Regina Oliveira, coordenadora de revisão da Fundação, explica que o meio natural de leitura para os cegos é o Braille.

 

Sonora: “O sistema braile permite o reconhecimento de um caractere com um único toque da polpa do dedo indicador, que é a parte mais sensível do dedo, onde o tato é mais desenvolvido. Isso fez com que esse sistema pudesse ser lido com mais rapidez”

 

Segundo Regina, não é possível transformar em braile tudo aquilo que existe no acervo editorial em tinta, que é a forma de leituras para quem enxerga. Ela defende, o direito das pessoas cegas lerem.

 

Sonora: “Assim como ainda existem bibliotecas com livros em tinta. Assim como existem livraria que vendem seus livros. Assim  como as crianças que enxergam recebem seus livros. Eu acho que as crianças cegas, as pessoas cegas têm o mesmo direito se elas preferem ler o livro em formato digital ou em braile.”

 

Além do livro em braile, existem outras alternativas como o livro falado, o digital.

 

E a lei é clara ao dizer que poder público deve adotar mecanismos de incentivo à produção, à edição, à difusão, à distribuição e à comercialização de livros em formatos acessíveis.

 

Desde o dia 13 de junho está em vigor a Política Nacional de Leitura e Escrita com estratégias que devem contribuir para a universalização do direito ao acesso ao livro, à leitura, à escrita, à literatura e às bibliotecas.

 

O presidente da Câmara Brasileira do Livro, Luis Antonio Torelli, está otimista.

 

Sonora: “ Nós vamos ter um outro olhar para a questão da educação, da cultura e da leitura no Brasil.”

 

Talvez, a leitura deixe agora de ser o patinho feio da cultura.

 

Fauze Gibran que tem um projeto de incentivo à leitura fala da dificuldade do financiamento.

 

Sonora: “Mesmo com sucesso de público a gente demorou cinco anos para tirar o projeto do papel. De cada R$ 100 aportados em projetos de cultura no Brasil só um vai pra projetos literários.”

 

Hoje o Brasil ocupa o a posição 59 em leitura entre 76 países, como mostra o Pisa, programa Internacional de Avaliação de Alunos, aplicado em estudantes a partir do 7º ano.

 

A história está sendo escrita e quando  chegar a última página, que o Brasil seja um pais de leitores, um país de iguais.  Essa página, a gente não quer virar.

 

Sonora:  “Imagina se você estiver num lugar sem ninguém e com um livrinho . Então quem ia ler se você não sabia?”

 

Com sonoplastia de Messia Melo e produção Adriana Shimoda.

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