Entenda melhor a Crise da Venezuela

Desde janeiro, com o novo mandato de Nicolás Maduro para o período 2019-2025, a crise política no país está se aprofundando entre as forças governamentais e a oposição. De um lado, o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), liderado pelo presidente Nicolas Maduro. Do outro lado, o Voluntad Popular (VP), chefiado por Juan Guaidó.
Apesar de ser um assunto da política venezuelana, os vizinhos sul-americanos também são atingidos pelos acontecimentos. Por exemplo, mais de 5.000 refugiados venezuelanos entraram no território brasileiro no ano de 2018, segundo informações do Exército. Na Colômbia, esse número é ainda maior, próximo dos 500 mil, segundo informações do Poder Executivo daquele país.
Para compreender melhor as posições dos países sul-americanos, o Correio Amapaense, criou um infográfico explicando como está organizado as ações políticas na região. Clique na foto para visualizar com maior nitidez e acompanhar as informações abaixo.
Há três grupos na região sul-americana: 1) Aqueles que defendem Maduro (Venezuela e Bolívia); 2) Outros que defendem Guaidó (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Guiana, Peru, Paraguai); e 3) Os que são neutros ou não se posicionaram (Equador, Guiana Francesa, Suriname e Uruguai).
O primeiro grupo argumenta que o mandato de Maduro é legítimo, pois foi feito eleições presidenciais em 2018. Além do mais, dizem que há a tentativa de um golpe de Estado de países estrangeiros como os Estados Unidos, que buscam recursos energéticos, por exemplo, o petróleo.
O segundo grupo discorda da posição de Maduro, ao dizer que as eleições presidenciais de 2018 foram ilegítimas, fraudadas e sem a participação da oposição. O Brasil lidera esse agrupamento, através do Grupo de Lima, criado em 2017. Também, são apoiados pelos Estados Unidos e outros países da América.
O terceiro grupo mantém postura neutra, com destaque para o Uruguai. Esse país está patrocinando encontros internacionais para fazer uma conciliação entre o governo e a oposição venezuelanas. Vale lembrar que o México, também, é patrocinador dessa iniciativa na região. Além do bloco da América Central, o Comunidade e Mercado Comum do Caribe (CARICOM).

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