O Imbecil Stricto Sensu crônica de George S. Barros


Artigo elaborado a partir de notas publicadas no blog:
https://cidadaodeonde1.wordpress.com/2018/04/12/o-imbecil-strictosensu/
As faculdades privadas tornaram-se o ponto de encontro de oportunistas, charlatões e toda sorte
de aproveitadores, os quais, de posse de diplomas e títulos obtidos tão mediocrimente quanto os
que a maioria de seus alunos obterão — não por demérito integral de um dos lados, mas por
omissão de ambos —, cospem matérias que não conhecem com o mais cínico pedantismo. É a
este agente corruptor da inteligência, que dei o nome de imbecil stricto sensu. Embora me sinta
tentado a afirmar que este fenômeno ocorra com uma frequência considerável e em grande
número — o que não deixar de ser, em parte, verdade, mas que não farei por falta de dados exatos
—, o título não pretende abranger uma classe, mas o profissional que reuna tais características.
O imbecil stricto sensu, faz com que o estudante, por ser incapaz, em sua maioria, de avaliar a
condição em que se encontra — ou não perceber que está sendo enganado —, sinta-se culpado e
questione-se por que Deus, em seu infinito amor, o criou tão burro e incapaz de pôr em prática o
conhecimento que não adquiriu, mas que, por convencimento, foi induzido a acreditar ser
possuidor. Como decorrência da crise moral pela qual estamos passando, e visando perpetuar
suas “digníssimas” carreiras nos meios acadêmicos, estes profissionais, agem sob a garantia de
inércia quase total de jovens que, por serem constantemente bombardeados com informações e
tarefas — estando imersos no que eles acreditam ser de fato uma vida acadêmica —, acabam
impossibilitados de confrontar qualquer equívoco de metodologia pedagógica, tornando-se reféns
de professores ineptos. Isso não os torna de maneira alguma isentos de qualquer auto-crítica e
responsabilidade, já que também é seu dever participar ativamente de sua própria educação, o que
é evidente.
No entanto, somado ao baixíssimo grau de educação recebido nas escolas, temos a fórmula
perfeita para a formação do pior tipo de profissional que poderia sair de uma academia. Dando
início a um ciclo vicioso de imbecilização coletiva (para os que seguirão uma carreira docente) e o
ingresso de um exército de profissionais mal formados no mercado de trabalho .

 

Texto de responsabilidade do autor

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