Roberto Castello Branco aceita convite para presidir Petrobras


Fachada da sede da Petrobras no Rio de Janeiro — Foto: Agência Petrobras / Stéferson FariaFachada da sede da Petrobras no Rio de Janeiro — Foto: Agência Petrobras / Stéferson Faria

Fachada da sede da Petrobras no Rio de Janeiro — Foto: Agência Petrobras / Stéferson Faria

A assessoria do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, confirmou nesta segunda-feira (19) que o economista Roberto Castello Branco aceitou o convite para presidir a Petrobras no governo de Jair Bolsonaro.

Castello Branco tem pós-doutorado pela Universidade de Chicago e ocupou cargos de direção no Banco Central e na mineradora Vale. Passou pelo Conselho de Administração da Petrobras e é diretor no Centro de Estudos em Crescimento e Desenvolvimento Econômico da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Ao longo da campanha presidencial, o economista esteve próximo de Bolsonaro e faz parte da equipe de transição.

Castello Branco deve substituir o atual presidente da estatal, Ivan Monteiro, que permanece no cargo até a nomeação do economista.

Monteiro assumiu a Petrobras em junho com a saída de Pedro Parente. Atualmente no comando da BRF, Parente deixou a estatal após greve dos caminhoneiros, que questionou a política de reajuste dos preços dos combustíveis.

Ivan Monteiro, presidente da Petrobras, durante coletiva  — Foto: Nacho Doce/ReutersIvan Monteiro, presidente da Petrobras, durante coletiva  — Foto: Nacho Doce/Reuters

Ivan Monteiro, presidente da Petrobras, durante coletiva — Foto: Nacho Doce/Reuters

No início do mês, ao ser questionado sobre a possibilidade de seguir no comando da petroleira, Monteiro disse que não recebeu convite da equipe de Bolsonaro.

“Não cabe à minha pessoa dizer se quero ou não. Isso cabe ao novo governo. Não tive nenhum diálogo e não recebi nenhum convite a esse respeito”, afirmou durante a coletiva de apresentação de resultados da empresa.

Último resultado

No terceiro trimestre, a Petrobras registrou lucro líquido de R$ 6,644 bilhões. O resultado representou uma queda de 34% na comparação com o segundo trimestre (R$ 10,07 bilhões). Já ante o mesmo período do ano passado (R$ 266 milhões), o lucro foi 25 vezes maior.

No acumulado no ano, a estatal soma lucro líquido de R$ 23,6 bilhões, o melhor resultado para o período desde 2011, segundo a companhia, e um crescimento de 371% na comparação com os nove primeiros meses de 2017.

Em 2018, até a última sexta-feira, as ações preferenciais da Petrobras acumularam alta de 60,86%. As ordinárias subiram 66,44%.

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