Governo libera recursos para ações de redução aos danos causados pela enchente no Jari

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A inundação danificou 510 residências e afetou diretamente 8.696 pessoas, das quais 173 estão desalojadas e 45 desabrigadas.

 

 Foto: Ailton Leite/Secom
Entre as ações previstas está a distribuição de água potável e cestas básicas

O governador do Amapá, Waldez Góes, autorizou o repasse de recursos financeiros à Prefeitura de Laranjal do Jari para custear ações de redução dos danos sociais e ambientais provocados pela inundação no município, que já decretou Situação de Emergência.

O Termo de Cooperação Assistencial que permite a transferência dos recursos, em caráter emergencial, foi assinado na noite desta quinta-feira, 19. Além da ajuda financeira, o Termo também acompanha o Plano de Trabalho para a recuperação dos prejuízos causados pela enchente, o qual foi construído em conjunto pelas Defesas Civis do Estado e de Laranjal do Jari e, Corpo de Bombeiros Militar do Amapá (CBM/AP).

Os aportes financeiros deverão ser aplicados para executar e dar suporte às ações previstas no plano, entre as quais estão: remover os afetados das áreas atingidas, distribuir agua potável, cestas básicas e hipoclorito para tratamento da água a ser consumida, desinfetar os locais atingidos pela inundação e prestar apoio social e vacinação das pessoas atingidas. Os recursos são da ordem de R$ 160 mil.

Danos

Segundo o último boletim da Defesa Civil Estadual, a enchente alcançou oito bairros e duas comunidades rurais de Laranjal do Jari. A inundação danificou 510 residências e afetou diretamente 8.696 pessoas, das quais 173 estão desalojadas e 45 desabrigadas. Além disso, houve contaminação de 55% da água potável do município, o que coloca em risco 52% da população local.

Ainda de acordo com o relatório, o sistema de saúde teve um acréscimo dos casos notificados de seis vezes mais acidentes com animais peçonhentos e, oito vezes mais incidências de diarreia que a frequência normal.

A inundação também afetou a rede pública de ensino. Atividades de sete escolas tiveram que ser paralisadas: mais de 3 mil estudantes estão sem aula.