Adolescentes em conflito com a lei participam de Constelação Familiar no Centro de Internação Provisória (CIP)

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O Centro de Internação Provisória do Amapá (CIP) recebeu a oficina de Constelação Familiar no dia 27 de setembro (quinta-feira), ministrada pela consteladora Marilise Einsfeldt como parte de uma experiência voluntária da especialista em cooperação com o Núcleo Permanente de Métodos Consensuais e Solução de Conflitos (Nupemec/TJAP). Por meio do projeto “Constelação no Cárcere”, as oficinas no Sistema Socioeducativo foram realizadas como projeto piloto e também atenderam internos do CESEIN e internas do CIFEM em datas anteriores.

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Falando a linguagem dos jovens, o tema abordado foi “Como estou na selfie?”, ou seja, como cada participante está no agora em relação a seus relacionamentos anteriores e sobre a expectativa de relacionamentos futuros. “Quando descortinamos a visão sobre nosso sistema familiar, que é nossa base, e aceitamos todas as suas contradições e o que isso significou para o que somos hoje, passamos a encarar as consequências de nossos atos e a responsabilização por eles”, disse a juíza Gelcinete Lopes, titular do Juizado da Infância e Juventude – Área de Atos Infracionais.

A promotora de Justiça Clarisse Alcântara afirmou que foi sua primeira experiência como observadora de uma Constelação Familiar. Para ela, é muito importante que o Ministério Público do Estado e a Justiça venham avançando na aplicação das práticas restaurativas. “É um novo olhar sobre a ação socioeducativa, que vê o adolescente em cumprimento de medida, como uma pessoa responsável por seus atos, mas como alguém da nossa convivência e por quem devemos atuar em busca da paz social”, disse.

A oficina no CIP foi ministrada para adolescentes em conflito com a Lei, que ainda estão em situação de internação provisória; técnicos do CIP, além da defensora pública Maricélia Gomes da Silva.