Bendine ex presidente do Banco do Brasil é condenado a 11 anos pelo juiz Moro – Correio Amapaense

Bendine ex presidente do Banco do Brasil é condenado a 11 anos pelo juiz Moro

Trajetória de Bendine

Aldemir Bendine (Paraguaçu Paulista, 10 de dezembro de 1963)[1] é um administrador brasileiro.
 
Foi presidente das empresas estatais brasileiras Banco do Brasil e Petrobras. Foi considerado pela revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009, ficando na 32ª posição do ranking.[2] Também foi considerado o 11º mais poderoso do Brasil pelo iG no ano de 2013[3] e Empreendedor do Ano nas Finanças pela Revista Isto É Dinheiro em dezembro de 2013.[4] Em 27 de julho de 2017, foi preso na 42ª fase da Operação Lava Jato, suspeito de ter recebido propina da Odebrecht no Banco do Brasil e na Petrobras.[5]
 
 
De origem italiana, Bendine é neto de imigrantes italianos da região da Emilia-Romagna, região situada ao norte da Itália.[6]
 
Cursou o Ensino Fundamental e Ensino Médio em Paraguaçu Paulista, no Colégio Estadual Diva Figueiredo Silveira e depois Engenharia Civil em Presidente Prudente, curso que abandonou depois de prestar concurso e ingressar no Banco do Brasil. Procurou uma carreira voltada para a gestão bancária, formando-se em Administração, tendo ainda alguns MBAs.[7]
 
 
Banco do Brasil[editar
Funcionário de carreira do Banco do Brasil, onde ingressou em 1978 como menor aprendiz, passou pela Diretoria de Cartões, Varejo e Novos Negócios, antes de ser vice-presidente e depois, presidente em 23 de abril de 2009.
 
Quando Aldemir Bendine assumiu a presidência do Banco do Brasil, em abril de 2009, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva impôs-lhe desafios nada pequenos: expandir o crédito para auxiliar a retomada da economia, reduzir as taxas de juros e consolidar a posição da instituição como o maior banco do País. Ele tinha de se firmar como o quarto presidente do BB durante o governo Lula. Durante sua gestão, a carteira de crédito do Banco do Brasil quase duplicou: de R$ 300 bilhões em 2009, para R$ 520 bilhões no fim de 2012. O salto reflete o crescimento da instituição em segmentos nevrálgicos, como o financiamento imobiliário, que nunca foi exatamente o forte da casa. No mesmo período, o total de ativos do BB subiu de R$ 700 bilhões para mais de R$ 1 trilhão.
 
A gestão de Bendine abriga algumas das maiores negociações feitas pelo Banco do Brasil. Em 2009, a instituição comprou o controle da Nossa Caixa. Foi também em 2009 que o BB incorporou 51% do Banco da Patagônia, na Argentina.[9] Também foi responsável pela abertura de capital da BB Seguridade. Ao tocar o sino no pregão da BM&FBovespa, no centro de São Paulo, ele estabeleceu alguns recordes. O lançamento captou R$ 11,5 bilhões, a maior abertura de capital do mundo em sete meses e o quarto maior lançamento de ações da história da bolsa. Por ter orquestrado essa captação, Bendine foi considerado o Empreendedor do Ano nas Finanças em 2013 pela Revista Isto É Dinheiro.[10]
 
Bendine tem experiência em administrar crises. Assumiu a presidência do Banco do Brasil em abril de 2009, logo após a quebra dos bancos americanos no ano anterior.  Impulsionou, como presidente do banco, a agenda econômica do governo, ao mesmo tempo em que também agradou acionistas privados, que viram as ações do banco subirem cerca de 90% em meio à crise financeira global.
 
Também foi diretor-executivo da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), diretor-presidente da Associação Brasileira das Empresas de Cartões e Serviços (Abecs), presidente do Conselho de Administração da CBSS (Visa Vale), diretor-presidente da BB Administradora de Cartões e BB Administradora de Consórcios.
 
Petrobras[editar | editar código-fonte]
Em 6 de fevereiro de 2015, a presidente Dilma Rousseff o nomeou presidente da estatal Petrobras em substituição a Graça Foster, que renunciou ao cargo após os desdobramentos da Operação Lava Jato, que levaram à investigação de funcionários de alto escalão da estatal.[12][13] Bendine deixou o Banco do Brasil, depois de 37 anos na instituição.
 
O primeiro desafio de Bendine foi apresentar um balanço auditado do 3º trimestre de 2014, e recuperar a credibilidade da empresa.
 
De uma ameaça de “apagão financeiro” que poderia culminar no vencimento antecipado de suas dívidas se não apresentasse o balanço auditado do 3º trimestre de 2014[15] a Petrobras aumentou seu caixa em 20 bilhões de reais, passando de 80 bilhões de reais para 100 bilhões de reais durante a gestão de Bendine. Essa marca é resultado direto do corte nos investimentos e do enxugamento nos custos operacionais, principalmente em função do menor pagamento de royalties e participação especial (fruto da queda no preço do barril do petróleo) e pela maior importação de derivados dada a queda de consumo pela baixa da atividade econômica, que fizeram com que as despesas da companhia fossem menores que as receitas pela primeira vez desde 2008.Durante sua gestão, as despesas de juros subiram de R$ 18 bilhões por ano para quase R$ 30 bilhões, além de entregar os maiores prejuízos da história da Petrobrás.
 
Renunciou ao cargo em 30 de maio de 2016.

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