Blitz educativa conscientiza motoristas amapaenses sobre discriminação racial

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Dia Internacional Contra a Discriminação Racial comemorado em 21 de março, para lembrar o massacre de 69 pessoas ocorrido na África do Sul em 1960.

 

 

 Foto: Irineu Ribeiro/Secom
Blitz ocorreu na Rua: General Rondon, no bairro do Laguinho, em Macapá

O Dia Internacional Contra a Discriminação Racial, comemorado no dia 21 de março, foi lembrado no Amapá com uma blitz educativa organizada pela Secretaria Extraordinária de Políticas para os Afrodescendentes (Seafro). Na ação realizada, na Rua General Rondon, no bairro do Laguinho, foram distribuídos panfletos aos motoristas, para reforçar a luta contra o preconceito racial em todo o mundo.

“Queremos conscientizar as pessoas sobre as diversas formas de racismo, e se por acaso ela perceber que tem algum, que possa mudar sua concepção”, ressaltou o secretário de Estado de Políticas para os Afrodescendentes, Aluízio de Carvalho.

Segundo ele, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), apontam que 73% dos amapaenses se identificam como negros. “Isso demonstra a autoestima da população e abre a oportunidade para se discutir políticas de inclusão e contra o racismo”, frisou o secretário.

Carvalho relatou que grande parte da sociedade brasileira assume que existe racismo no Brasil, mas o percentual é contrário quando perguntada se a pessoa é racista. “Quem pratica o racismo não assume que é racista. Percebemos com isso que existe no Brasil, um racismo disfarçado”, apontou.

Ele acrescentou que as políticas públicas de inclusão para a população negra são importantes e têm crescido no Amapá. Nos próximos dias, o Governo do Estado deverá encaminhar à Assembleia Legislativa do Amapá, o projeto de lei que reserva vagas para negros nos concursos públicos no estado. “Será mais uma conquista importante, que vai possibilitar aos negros, o acesso a cargos e funções onde temos pouca representatividade, como por exemplo, no judiciário”, concluiu Aluízio de Carvalho.

A eliminação de qualquer tipo de discriminação é um dos pontos centrais da Declaração Universal das Nações Unidas

O Dia Internacional contra a Discriminação Racial se refere à manifestação ocorrida em 1960, em Johannesburg, na África do Sul, que ficou conhecido como “massacre de Sharpeville”, ocorrido no bairro negro construído pelo governo durante o Apartheid, e que resultou no massacre de 69 pessoas.

Ailton Leite