Bolsonaro sugere ‘falha’ em empresa particular de energia do Amapá

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Patrik Camporez, da Agência Estado

Jair Bolsonaro faz declaração nas redes sociais sobre apagão no Amapá

Foto: Twitter/ Reprodução

Pressionado a restabelecer o fornecimento da energia no Amapá, que ficou mais de três dias sem luz, o presidente da República, Jair Bolsonaro, sugeriu neste sábado (7), que uma empresa particular pode ter sido responsável pelo apagão que atinge o Estado.

O presidente disse que “não queria culpar ninguém”, mas, sem citar nomes, questionou o trabalho de manutenção realizado pela companhia. “Acho que falhou a manutenção da empresa particular que fornece a energia”, afirmou, em “live” transmitida em suas redes sociais.

 

Restabelecimento total de energia no Amapá deve ocorrer ao longo da semana

O apagão atingiu praticamente todo o Estado do Amapá na noite de terça-feira (3), quando um incêndio danificou uma subestação na capital Macapá. Desde então, várias cidades têm relatado dificuldades no abastecimento regular de água e alimentos. A energia somente começou a ser restabelecida parcialmente neste sábado. Haverá racionamento por pelo menos dez dias, até que haja uma solução permanente para o problema.

A subestação e a linha de transmissão que falharam são da Gemini Energy, que é gerida por fundos de investimento. A concessão, formalmente chamada de Linhas de Macapá Transmissora de Energia (LMTE), pertencia à Isolux, que entrou em recuperação judicial na Espanha. No fim do ano passado, a linha foi comprada pela Gemini, que pertence a dois fundos de investimentos: a Starboard e a Perfin.

Segundo o presidente, o governo vai investigar a explosão do transformador, fato que ele classificou como “muito esquisito”. Na “live”, Bolsonaro explicou que o Macapá contava com três transformadores. Depois que um deles explodiu, o segundo, que funcionava de forma muito “precária”, não suportou a carga e também parou de funcionar.

Um terceiro equipamento, segundo o presidente, estava em manutenção desde dezembro do ano passado. “Eu não queria criticar, mas é uma manutenção bastante longa, dez meses. Alguma coisa esquisita está acontecendo. Já era para ter resolvido esse assunto, já. O Ministério de Minas e Energia está investigando essa questão. Quem sabe vai ter uma justificativa”, disse o presidente.

A população do Macapá tem manifestado insatisfação com o governo por causa do prazo de dez dias para que o problema seja resolvido. Segundo Bolsonaro, no entanto, 63% da energia havia sido restabelecida até o início da noite deste sábado.

Após sofrer forte cobrança de políticos locais, o governo enviou geradores de energia para o Estado, priorizando inicialmente as regiões mais críticas e os hospitais.

“A gente espera que tudo seja restabelecido no máximo em dez dias. Estamos sendo bem representados por Alcolumbre e Bento Albuquerque”, declarou, referindo-se ao ministro de Minas e Energia e ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-PA), que viajaram neste sábado para Macapá.