Bombardeio na Síria teria deixado 250 mortos, segundo ONG

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Bombardeio na Síria teria deixado 250 mortos, segundo ONG

Criança caminha perto de construções danificadas por ataques na cidade de Douma
imagemREUTERS

O que está acontecendo em Ghouta?

Forças pró-governo, apoiadas pela Rússia, intensificaram os esforços para retomar o último grande reduto dos rebeldes na Síria na noite de domingo.

Segundo organizações que atuam no local, pelo menos dez cidades e aldeias da região foram alvo de um novo bombardeio nesta terça-feira.

A ONU pediu um cessar-fogo para que a chegada de ajuda humanitária e evacuação de feridos.

Paciente ensanguentado em hospital na Síria
imagemREUTERS

Quão ruim é a situação?

Um médico local disse à União das Organizações de Cuidados Médicos (UOSSM, na sigla em inglês) que a situação em Ghouta é “catastrófica”.

“As pessoas não têm para onde se voltar”, disse ele. “Elas estão tentando sobreviver, mas a fome decorrente do cerco as enfraqueceu significativamente”.

O coordenador da ONU na Síria, Panos Moumtzis, disse que ficou “consternado” ao saber de relatos de que hospitais teriam se tornado alvos deliberadamente, alertando que tais ataques podem configurar crimes de guerra.

Além disso, desde novembro, o governo permitiu a entrada de apenas um comboio de ajuda humanitária no leste de Ghouta – o que agrava a escassez de alimentos por ali.

Criança ferida sentada perto de documentos e outros pacientes hospitalizados
 imagemEPA

O que mais está acontecendo na Síria?

Nesta terça-feira, forças pró-governo entraram no enclave curdo de Afrin, ao sul da fronteira turca.

A Turquia está tentando expulsar as milícias curdas, que têm autonomia parcial na área e pediram ajuda às força militares sírias.

A Síria classificou a ofensiva turca como um “ataque flagrante” à sua soberania – mas a Turquia insistiu que não vai recuar.

As forças do governo sírio também estão realizando ofensivas na província de Idlib, no noroeste do país.

Segundo a ONU, mais de 300 mil pessoas foram deslocadas pelos combates em Idlib desde dezembro.

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