“Cabe ao meu ex-assessor prestar esclarecimentos”, diz Flavio Bolsonaro – Correio Amapaense

“Cabe ao meu ex-assessor prestar esclarecimentos”, diz Flavio Bolsonaro

   Em seu Twitter, o senador eleito Flavio Bolsonaro, do PSL-RJ, disse que cabe ao seu ex-assessor prestar os esclarecimentos que se fizerem necessários ao Ministério Público.

Continuo com minha consciência tranquila, pois nada fiz de errado. Não sou investigado.
Agora, cabe ao meu ex-assessor prestar os esclarecimentos que se fizerem necessários ao Ministério Público.

Flávio contou que Fabricio Queiroz trabalhou com ele por mais de dez anos e era de confiança. “Nunca soube de algo que desabonasse sua conduta. Em outubro foi exonerado, a pedido, para tratar de sua passagem para a inatividade. Tenho certeza de que ele dará todos os esclarecimentos.”

Entenda

De acordo com a COAF, um ex-assessor que era motorista de Flávio Bolsonaro pode estar envolvido em um escândalo de corrupção. Sobre isso, a população cobra uma resposta tanto daqueles que se elegeram sob a promessa de combater este mal, como dos que defendem uma nova foma de política. Nesse momento, é necessário ter cautela. Pois já tivemos órgãos motivados por interesses partidários.

A COAF, Conselho de Controle de Atividades Financeiras, um órgão do Ministério da Fazenda, emitiu um relatório apontando que Fabrício de Queiroz, um dos ex-assessores do então deputado estadual Flávio Bolsonaro, tem movimentações financeiras suspeitas em um valor que passa de 1,2 milhão de reais. Um documento diz que ele chegou a fazer 176 saques em dinheiro no ano de 2016, em uma média de retirada de dois dias. Ele também recebeu 59 depósitos com entrada de mais de 12 mil reais.

Michele Bolsonaro, ex-secretária parlamentar de Jair Bolsonaro, foi favorecida em uma das movimentações, com cerca de 24 mil reais. O presidente eleito afirma que o dinheiro é referente a uma dívida do ex-assessor com o próprio Bolsonaro, que era amigo de Fabrício e o socorreu em problemas financeiros.

O MBL custa a acreditar nas acusações, pois parece mais uma tentativa de desmoralizar o novo governo. De qualquer forma, torcemos para que as investigações sejam realizadas e, caso algo se prove verdadeiro, é preciso ter firmeza e não aceitar – de qualquer forma – a prática que tanto condenamos.

o/ Francine Galbier

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