Cadastro de Recursos Minerários do Pará é apresentado para comissões da Alap – Correio Amapaense

Cadastro de Recursos Minerários do Pará é apresentado para comissões da Alap

 

Nesta quinta-feira (21), parlamentares membros das comissões de Indústria, Comércio, Minas e Energia (CIC) e de Administração Pública (CAP) da Assembleia Legislativa do Amapá (Alap) visitaram a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia do Pará (Sedeme). Na ocasião, foram apresentados aos deputados o Cadastro de Recursos Minerários e um balanço das potencialidades das empresas que trabalham nesse segmento.

O diretor de Geologia, Mineração e Transformação Mineral da Sedeme, Wilton Teixeira, aproveitou para falar sobre a missão da secretaria e do processo cadastral dos mineradores. “Criamos essa ferramenta para o conhecimento da realidade de cada segmento da cadeia produtiva do Pará, desde a geologia até a transformação mineral. Isso nos proporciona informações primárias do setor visando dimensionar sua contribuição socioeconômica na região”, informou.

Em 2012, foi iniciada a construção do Plano de Mineração do Pará e no ano seguinte ocorreu a autorização da cobrança da taxa mineral. “Esse plano veio para apresentar as principais ações desenvolvidas por diversos setores da mineração. Dentro dele, a gente procurou agregar um pouco dessas atividades, mostrando as políticas públicas para o fortalecimento do setor mineral do nosso estado”, relatou a coordenadora de Desenvolvimento Socioambiental na Mineração da Sedeme, Marjorie Neves.

O presidente da CIC, deputado Augusto Aguiar (MDB), disse que essas informações contribuem para o processo de potencialização do setor no Amapá e que a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia do Pará tem experiência na área que pode ser aplicada no estado amapaense. “Sabemos que as realidades são distintas, mas não impede que o que deu certo aqui possa ser aplicado na nossa região em benefício da população”, avaliou.

De acordo com o deputado Fabrício Furlan (PCdoB), presidente da CAP, é necessário um trabalho conjunto entre os dois estados. “O Amapá, assim como o Pará, é promissor, mas deve sair da acomodação. Somos sim o mais preservado, porém, a população padece em cima de uma grande riqueza. E esta secretaria tem papel fundamental nesse processo de crescimento do setor no Pará. Queremos que os órgãos competentes do Amapá possam se mobilizar e colocar em prática um trabalho de desenvolvimento como os daqui vêm fazendo há anos, onde os resultados são visíveis”, comunicou.

O deputado Jory Oeiras (DC) discorreu sobre a questão da Reserva Nacional de Cobre e Associados (Renca) que, segundo o parlamentar, pode ser um grande atraso para o Amapá, e sobre as licenças dadas pelos Municípios, Estado e União. “É uma burocracia tão grande que parece que continuaremos desta forma. Mas, ao mesmo tempo, temos a esperança de que, em futuro bem próximo, isso possa se reverter, colocando nosso Amapá no caminho do desenvolvimento econômico com suas próprias riquezas. Não basta termos o estado mais preservado do país, enquanto seu povo vive nas condições precárias. Queremos desenvolvimento, geração de emprego, renda, que venham colocar o Amapá num patamar de otimismo e desenvolvimento”, disse o parlamentar, que é membro da Comissão de Administração Pública da Alap.

O Pará é o segundo estado minerador do Brasil e deve chegar à liderança com a plena operação do maior projeto de produção de minérios de ferro do mundo. A indústria mineral representa 13% do PIB do estado e é vetor de desenvolvimento. Com a dinamização de outras atividades econômicas, contribui para a geração de empregos diretos, indiretos e induzidos.

O deputado Pedro DaLua (PSC), membro da Comissão de Indústria, Comércio, Minas e Energia, destacou: “Parece que há um divisor de águas antes e depois das taxas mineral e hídrica aqui no Pará. É isso que buscamos nessa agenda de trabalho, colocar o Amapá também nesse ranking. As dificuldades por que passamos são as mesmas há anos e já passou da hora de mudarmos essa realidade, pois a mineração, sem dúvida, é uma porta de grandes oportunidades e o nosso povo precisa destas para crescer economicamente”.

A deputada Telma Gurgel (PRP), membro da Comissão de Administração Pública, ressaltou a força da produção mineral do Pará. “O Amapá também tem potencial, porém, temos que desconstruir essa imagem de que nada dá certo no nosso estado. Há um exemplo ao nosso lado, que nos mostra que é possível sim crescer economicamente com responsabilidade e respeito ao meio ambiente. Mas, para isso, precisa-se de estrutura, de mais estudos e incentivo para que pequenos e grandes empreendimentos possam se instalar no estado com o compromisso de lucrar deixando, ao mesmo tempo, lucratividade para o povo que vive na região”, ajuizou a parlamentar.

Segundo os representantes da Sedeme, o setor mineral é carro-chefe da economia paraense e seus avanços provocam impacto positivo no crescimento do estado e nas regiões mineradoras. “A gente deseja que o segmento também seja carro principal da economia do Amapá, pois o que temos de informação é que o estado é rico em minérios e estes devem se tornar peça fundamental para o desenvolvimento econômico, social e sustentável. E os deputados estão fazendo um trabalho diante disso, o que já é um grande passo para que a extração mineral seja concretizada no Amapá. Só temos a parabenizar essa comitiva pela iniciativa de buscar subsídios que auxiliem nessa atividade”, finalizou o diretor Wilton Teixeira.

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