Caop Ambiental e Unifap firmam parceria com Núcleo de Práticas Restaurativas para atuação na comunidade do Ambrósio

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A Universidade Federal do Amapá (Unifap) e o Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente (Caop/AMB) garantiram apoio ao trabalho desenvolvido pelo Núcleo de Mediação e Práticas Restaurativas do Ministério Público do Amapá (MP-AP) e Tribunal de Justiça do Estado (TJAP), para atuação da Justiça Interativa na comunidade do Ambrósio, município de Santana. A parceria será nas áreas de educação ambiental e meditação com crianças, que complementarão o trabalho desenvolvido pelo Núcleo, no Ambrósio, considerada área de vulnerabilidade social.

A coordenadora do Núcleo e promotora de Justiça Silvia Canela, e a juíza Carline Negreiros, titular do Juizado Especial Cível e Criminal da Comarca de Santana, reuniram nesta sexta-feira, 13, com a coordenadora do curso de Pedagogia da Unifap, Rubi Salcedo e Major Mainar Vasconcelos, da Assessoria Técnica do Caop/AMB e firmaram parceria. O representante da Centro irá levar a proposta para a instituição, onde será avaliada a realidade da comunidade e os instrumentos de educação ambiental que podem ser adaptados para o local.

A promotora Silvia Canela relatou sobre a importância de Práticas Restaurativas na transformação de pessoas e da realidade, e explicou que a intenção é buscar parcerias para os projetos de meditação com crianças e de educação ambiental para que sejam executados no Ambrósio. O modelo de Justiça Restaurativa é trabalhado em todo o Brasil, e no Amapá é executado por iniciativa do MP-AP e TJAP, que levam para comunidades, escolas e órgãos públicos as dinâmicas da Prática Restaurativa, como o Comunidade em Círculos, que abre possibilidades para o senso de pertencimento, empoderamento e união.

“É um trabalho feito pelas instituições e por voluntários, e a partir dos encontros os participantes começam a sentir a diferença, porque o Círculo é restaurador. Viemos até a Unifap buscar parceria para ações de meditação com crianças, que ajuda no aprendizado, e para que junto com o Caop, possamos trabalhar um projeto de educação ambiental, porque o Ambrósio precisa destas ações. Estivemos na comunidade e vimos o quanto faz falta este tipo de atuação na vida das pessoas”, enfatizou a promotora.

Os integrantes do Núcleo e voluntários estiveram no Ambrósio, que fica na área portuária, no início de abril, quando envolveram os moradores, professores, lideranças e pais nas dinâmicas e abordaram o tema pertencimento. Durante a reunião, a juíza Carline Negreiros falou sobre a necessidade de projeto de educação ambiental para conscientização dos moradores. “Vimos que no local tem muita sujeira, e isso pode ser amenizado com práticas diárias, mas que precisam ser ensinadas, porque ainda não faz parte da vida deles”.

A coordenadora Rubi Salcedo ressaltou que a Unifap irá abraçar a iniciativa, fazer o projeto e apresentar para o colegiado de Pedagogia. “Vamos trabalhar junto com o Ministério Público do Amapá; sabemos da importância desse tipo de atuação dentro de comunidade como o Ambrósio. Contaremos com o apoio de psicólogo e de voluntários da Universidade para colocar em prática o projeto”. O Major Mainar enfatizou que o Caop/AMB, hoje, dá suporte para ações de educação ambientais em escolas públicas, e firmou compromisso de formalizar contato com o Batalhão Ambiental para que também atuem na comunidade do Ambrósio, levando em consideração a experiência na área de educação.