Carne de búfalo: sabor, saúde e 55% menos calorias

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Tipos de corte e o preparo adequado da carne foram apresentados na 1ª ExpoBúfalo. Oficina ensinou os segredos da carne bubalina.

 Foto: Netto Lacerda/Sejusp
Governador e participantes puderam degustar a carne assada dos diferentes cortes e modos de preparo foram apresentados na oficina

Mais saudável, a carne de búfalo tem 55% menos calorias, 40% menos colesterol, 12 vezes menos gordura, 11% mais proteínas e 10% mais minerais do que a bovina – segundo a Associação dos Criadores do Amapá (Acriap). Mas, todas essas qualidades devem ser combinadas com o sabor, que depende muito dos tipos de corte e do preparo. Por isso, o Governo do Amapá inseriu, na programação da 1ª ExpoBúfalo do Amapá, uma oficina que ensinou a empreendedores e o público em geral os segredos da carne bubalina.

Entre os cortes apresentados pelo presidente da Acriap, Jesus Pontes, estavam os nobres: picanha, contrafilé, filé mignon, chorizo, ancho, fraldinha, maminha, prime rib, assado de tira, baby beef, costela minga premium, bombom do alcatra e T-Bone. “Na carne de búfalo, nós objetivamos fazer cortes de pelo menos dois centímetros e meio de espessura, para que a carne mantenha seus nutrientes e continue suculenta depois de assada”, ensinou o presidente.

Apesar de ter menos gordura, a carne de búfalo é tão macia quanto a bovina, pois o abate do animal acontece cedo, em média, quando completa 20 meses. “Apesar dos mitos que existem em torno dessa carne, ela é espetacular, reconhecida por quem conhece de gastronomia fina no mundo inteiro, com sabor único e produzida no nosso Amapá”, frisou Pontes.

Idealizador da ExpoBúfalo, o governador do Estado, Waldez Góes, visitou a oficina. Ele ressaltou, mais uma vez, o objetivo do evento à partir da certificação do Amapá como status sanitário de livre de aftosa com vacinação.

“O Amapá agora é reconhecido e certificado internacionalmente. Isto abre uma porta de mercado muito larga para a nossa carne bubalina e, consequentemente, a expectativa de melhoras na economia do Amapá. Só que nós temos que divulgar e vender o nosso rebanho, que é o segundo maior do Brasil. Por isso, reuni nossa equipe técnica e nós preparamos uma ampla programação e este evento envolvendo a atividade econômica do búfalo”, enfatizou o governador.

Conhecido internacionalmente pelo trabalho como chefe de cozinha, o amapaense Ofir Oliveira, falou sobre a necessidade do mundo conhecer a qualidade da carne de búfalo.

“Fico feliz de retornar ao meu Estado depois de 65 anos, e ver esse trabalho sendo feito, isso é muito importante para divulgar essa carne que tem melhores condições de preparo, além de ser mais sadia”, comentou Oliveira.

A oficina foi destinada para pecuaristas, produtores rurais, técnicos extensionistas, acadêmicos e público em geral, que puderam degustar a carne assada dos diferentes cortes e modos de preparado apresentados.

Preparo

De acordo com o churrasqueiro, Alex Sampaio, o preparo não tem segredo. Pode ser assada em peça na churrasqueira, grelhada, frita em tiras, à parmegiana ou, ainda, usada no estrogonofe. Assim como a carne bovina, a bubalina é trabalhosa para se temperar.

Durante a oficina, o chefe assou a carne utilizando os temperos black ruby, red ruby, sal de parrilla e sal grosso.

“A gente aconselha que a carne seja temperada após estar assada, para que ela mantenha o seu sabor e nutrientes”, disse o churrasqueiro.

Charcutaria

Durante a oficina, o chefe de cozinha Rafael Salviano apresentou uma linguiça feita com carne de búfalo e hidratada com leite de búfala, produzida através da técnica de charcutaria. “É uma técnica de origem europeia, para conservação da carne, que resultou na produção de linguiças, salames, baicon, presunto. Trouxe a linguiça de búfalo, mostrando que existe a possibilidade de produzir esses embutidos a partir dessa carne”, explicou.

O chefe afirmou também, que os embutidos produzidos com a carne de búfalo também se tornam mais saudáveis. “Essa é uma carne mais magra, ou seja, mais saudável, deixando o produto com bem menos gordura do que se fosse produzido com a carne de outros animais”, ressaltou.

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 Créditos:Netto Lacerda e Erich Macias/Secom

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