CDH busca apoio do Exército para liberar uso de explosivos no garimpo do Lourenço

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A Cooperativa de Garimpeiros do Lourenço (Coogal) está prestes a conseguir a tão esperada autorização para utilizar explosivos na extração de ouro no garimpo do Lourenço. A informação foi transmitida pelo tenente Paulo Pezzutti, chefe do Serviço de Fiscalização de Produtos Controlados por Organizações Militares (SFPCOM) à deputada Cristina Almeida (PSB), membro da Comissão de Direitos Humanos, durante visita ao quartel do 34º Batalhão de Infantaria de Selva (34º BIS), na tarde desta quarta-feira (2), ocasião em que a parlamentar buscava apoio do Exército para que a permissão fosse concedida, como forma de amenizar a crise econômica que se instalou na região, em decorrência da interdição do garimpo por determinação judicial, no início do ano.

A solicitação foi feita diretamente à 8ª Região Militar, sediada em Belém (PA), que irá analisar o pedido e deverá se pronunciar dentro de dois dias úteis. ?Se tudo estiver dentro das normas vigentes, estabelecida pela Portaria 03 do Comando de Logística (Colog), o pedido será analisado em cerca de 48 horas e a autorização será concedida?, afirmou o militar, lembrando que será necessário, entre outros documentos, alvarás expedidos pela prefeitura de Calçoene e pela Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública do Amapá. Pezzutti informou ainda que a empresa credenciada como prestadora de serviços à Coogal, responsável pelo manuseio de explosivos, é a JI Almeida. “A Coogal já foi credenciada pelo Exército a realizar as explosões, mas perdeu a licença por irregularidades detectadas nas inspeções. Hoje, tem que contratar uma empresa terceirizada, especializada no ramo, para a executar as explosões”, explicou.

Se dizendo satisfeita com as informações prestadas pelo Exército, a deputada Cristina Almeida prometeu aguardar o resultado da análise da 8ª Região Militar e afirmou que a CDH está cumprindo com o seu papel de apoiar e buscar a solução para que a economia do Lourenço seja restabelecida. “Viemos até o Exército, no setor que trata da fiscalização e controle de explosivos no estado, e, a partir de agora, faremos o acompanhamento junto à 8ª Região Militar, no Pará, para verificarmos se vai se efetivar essa liberação tão esperada pelos garimpeiros do Lourenço. Essa é uma solicitação daqueles trabalhadores, abraçada pela Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, que agora aguardará para dar um retorno positivo à Coogal, cuja produção corresponde a quase noventa por cento da economia do distrito de Lourenço”, enfatizou.

Com uma população estimada em cerca de seis mil habitantes, o distrito de Lourenço, no município de Calçoene, tem uma economia baseada exclusivamente na extração de ouro. Hoje, existem cerca de mil garimpeiros em atividade no local. Destes, 845 são registrados como membros da Cooperativa do Garimpo de Lourenço (Coogal), oficialmente licenciada para a exploração do minério. A produção mensal hoje gira em torno de 10 quilos de ouro por mês, podendo chegar a 30 quilos, com a utilização de explosivos.