China frustra pedido de ajuda de Maduro

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PK01. PEKÍN (CHINA), 14/09/2018.- Fotografía cedida por la oficina de prensa de Miraflores, del presidente venezolano, Nicolás Maduro (c), mientras pasa revista a una guardia militar junto a su homólogo chino, Xi Jinping (i), hoy, viernes 14 de septiembre de 2018, en Pekín (China). Maduro se reunió hoy con su homólogo chino, Xi Jinping, al que pidió un aumento de la cooperación bilateral "para recuperar la estabilidad económica" del Estado suramericano, destacó la televisión estatal china CCTV. Tras una solemne ceremonia de bienvenida en el exterior del Gran Palacio del Pueblo, que incluyó pase de revista a las tropas de élite chinas y salvas de honor en la plaza de Tiananmen, Xi y Maduro analizaron posibles formas de incremento de la cooperación, que Caracas necesita para recuperar su maltrecha economía. EFE/MIRAFLORES/SOLO USO EDITORIAL/NO VENTAS

Presidente da Venezuela queria empréstimo de US$ 5 bilhões, mas só conseguiu alguns acordos

PEQUIM – O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, chamou a China de “irmã mais velha” nesta sexta-feira, 14, antes de se reunir com o presidente chinês, Xi Jinping, e o primeiro-ministro, Li Keqiang, em Pequim. A tentativa de mostrar intimidade não foi suficiente para conseguir o empréstimo que pretendia. Maduro saiu do país, onde chegou na quinta-feira, só com alguns acordos.

Maduro viajou à China com a esperança de voltar para casa com outro empréstimo de US$ 5 bilhões (R$ 20 bilhões) e uma prorrogação de seis meses do período de carência para o pagamento da dívida com a China. O ministro das Finanças venezuelano, Simon Zerpa, que também está em Pequim, afirmou na quinta-feira à agência de notícias Bloomberg que o acordo para o empréstimo estava acertado.

Embora o premiê chinês tenha dito a Maduro que a China estava disposta a dar à Venezuela toda a ajuda necessária, não houve qualquer menção nos comunicados oficiais e na mídia estatal chinesa à concessão de novos fundos para Caracas.

Maduro falou na reunião com Li que estava firmando “28 acordos que ratificam o caminho do desenvolvimento compartilhado e dos investimentos para tornar realidade o progresso de nossas empresas mistas no setor de petróleo”.

Na prática, no entanto, segundo a mídia estatal chinesa, os dois países fecharam apenas um acordo para um financiamento de US$ 184 milhões (R$ 769 milhões) a uma empresa mista constituída pela petroleira venezuelana PDVSA e pela chinesa CNPC para explorar o campo Zumano.

Na reunião com o presidente Xi Jinping, Maduro agradeceu à China por seu apoio de longa data e por sua “compreensão”. O presidente chinês, por sua vez, disse ao colega venezuelano que ambos os países deveriam promover a cooperação mútua para elevar suas relações a um novo patamar, que “era hora de consolidar sua confiança na política mútua”, segundo os órgãos oficiais de imprensa.

A China emprestou na última década quase US$ 70 bilhões (R$ 293 bilhões) à Venezuela, país com as maiores reservas de petróleo do mundo. Os empréstimos são pagos com o envio do produto.

O fluxo de dinheiro chinês parou há quase três anos, quando a Venezuela pediu uma mudança nas condições de pagamento em meio à queda dos preços do petróleo. A produção da Venezuela caiu em agosto para 1,448 milhão de barris diários, informou a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), o menor resultado em três décadas.

Com a economia em frangalhos, uma inflação que pode atingir 1.000.000% ao final do ano, segundo o FMI, Maduro precisa de recursos para injetar na Venezuela. Em agosto, ele anunciou um plano econômico que instituiu uma nova moeda, o “bolívar soberano”, com cinco zeros a menos, e aumento de 3.400% do salário mínimo. / AFP, REUTERS e AP