Com a velocidade que as informaçoes chegam na internet, os jornais impressos estão com dias contados para acabar – Correio Amapaense

Com a velocidade que as informaçoes chegam na internet, os jornais impressos estão com dias contados para acabar

Desde alguns anos, aliás, desde 1993, venho mostrando através de diversas crônicas, que com o advento da internet, que traz a notícia, a informação na velocidade do acontecimento, os meios de comunicação tradicionais precisam reformular urgentemente os seus métodos. Se bem, que eu penso que para muitos, já é tarde demais. O que pode acontecer a partir de agora, é a migração dos meios tradicionais da mídia para a internet, num primeiro estágio, como tem acontecido com os jornais impressos. Posteriormente, haverá a fusão de várias tecnologias de informação e de distribuição de massa. O melhor exemplo dessa fusão recente, são os Blogs e os sites de relacionamento, veículos de mídia que não exitiam, e que se configuram como as grandes vedetes da informação, onde o tráfego e a interatividade são intensas. O rádio também está migrando para a internet, e por último, a TV digital, que demanda banda muito larga, mas a tecnologia está aí para resolver isso. E a tendência natural, é que a internet seja distribuída e acessada em banda larga pelo telefone celular e outros dispositivos miniatura que aparecem a cada dia, como iPODs, e outros, todos interligados à grande rede de alguma forma. Nem o Rádio nem a TV deixarão de existir, mas serão acessíveis por aparelhos ligados à internet, bem como, qualquer pessoa poderá ter a sua própria estação na rede.

A Internet proveu meios de interação dos leitores com aqueles que divulgam a informação, coisa antes impossível de se fazer por exemplo, num jornal impresso, que é estático, e só atinge uma pessoa por vez. Na Internet, milhares ou milhões de pessoas podem ter acesso ao mesmo conteúdo simultaneamente. E o melhor, há democracia na informação, pois retira-se aquela aura de “dono da verdade” do proprietário do jornal, e pode-se questionar qualquer assunto publicado.

Em todo o mundo, as empresas de comunicação estão firmemente discutindo seu papel na sociedade, tentando encontrar novas fórmulas para tentar sobreviver nesse período de transição tecnológica. No momento em que temos todo o conteúdo de jornais impressos, como A Folha de São Paulo, O Globo, The New York Times, e outros, facilmente acessíveis e DE GRAÇA na grande rede, na ponta dos dedos, e poder sobretudo ( fato inédito ), comentar cada matéria, ( porque o leitor gosta de participar ), é muito difícil ainda que alguém vá querer ler um jornal de papel ruim, com fotos mal impressas, muitas vezes, e de layout duvidoso e francamente desorganizado.
Além do mais, a Internet trabalha com velocidade. É um sistema integrado no mundo inteiro, aonde o mundo é a comunidade, e pode participar do debate. O Mundo moderno, como dissemos, exige velocidade na informação. Noticiários semanais são coisas inconcebíveis à modernidade, a não ser em forma de REVISTAS, que talvez seja um dos meios impressos a permanecer por muito tempo ainda, pois trata de assuntos genéricos, e pela diagramação, conteúdo e qualidade gráfica, ainda tem a simpatia do público. A notícia envelhecida não terá a menor chance no mundo moderno. O Livro impresso será um dos únicos meios preservados nessa transição toda, apesar de que muitos ainda preferirão um E-book, ou livro eletrônico. Mas os fãs do livro impresso não abrem mão, pois é uma matéria condensada, e tem até uma característica dos dias atuais: A portabilidade.
Para comprovar o que acabei de escrever, trago aqui uma pesquisa recente, realizada pelo Jornal Folha de São Paulo ( que tem sua própria edição Online também, portanto, concorre com ele próprio ), e fêz um questionamento aos seus leitores:

PESQUISA DE OPINIÃO – FOLHA DE SÃO PAULO

“Dos meios de comunicação que eu vou citar, qual você usa com mais frequência para se manter informado?”
37% – Internet
34% – TV aberta
12% – TV por assinatura
8% – Rádios
8% – Jornais
1% – Revistas

Pesquisa Folha. Foram ouvidos 750 entrevistados em São Paulo.

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