Comissões buscam alternativas para desenvolver o setor têxtil no Amapá

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Com cerca de 800 mil habitantes, segundo informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Amapá ainda vive sob o domínio da economia do contracheque. Visando mudar esse quadro, as comissões de Indústria, Comércio, Minas e Energia (CIC) e de Administração Pública (CAP) da Assembleia Legislativa do Amapá (Alap) trabalham para que essa realidade mude urgentemente. Os parlamentares membros destas comissões fazem estudos nos estados e municípios, visando desenvolver a atividade econômica gerada pelas cooperativas.

04Na manhã desta quarta-feira (18), os deputados aprovaram requerimento verbal, de autoria do presidente da CIC, deputado Augusto Aguiar (MDB), solicitando uma visita técnica – com data ainda a definir -, ao município de São Bento, no estado da Paraíba, considerado polo industrial têxtil, pela fabricação de redes e mantas, cujos habitantes as vendem em diversas localidades do Brasil por meio das cooperativas. Atualmente, exporta redes para todos os estados do Brasil, bem como para a maioria dos países da América do Sul, África, Europa e Ásia. “São Bento é chamada de Capital Mundial das Redes por produzir por ano cerca de 12 milhões de redes”, destacou Augusto Aguiar, profundo conhecedor do setor têxtil no Amapá.

De acordo com o parlamentar, São Bento saiu da linha da pobreza devido a uma ideia de cooperativa, criada pelos moradores, para gerar emprego, confeccionando e vendendo as redes. “Temos que implementar políticas públicas como forma de incentivar a produção local. Nosso estado tem uma cultura de importar tudo que consome”, destacou Augusto Aguiar. “Tenho interesse de desenvolver esse método no Amapá”, frisou.

05O presidente da CAP, deputado Fabrício Furlan (PCdoB), observou que a maioria da população do interior do Amapá usa redes, ou carinhosamente a baladeira. “Gerando emprego e renda, será bem-vinda a iniciativa”, frisou. Na mesma sessão, foi aprovado requerimento para a realização de uma viagem no período de 24 a 31 de maio aos municípios de Marabá, Parauapebas e Belém (PA), com a finalidade de colher informações do setor mineral, no tocante aos projetos de exposição dos minérios nas regiões citadas. Para os parlamentares, o setor mineral no Amapá é uma mina de emprego e renda, mas não está sendo devidamente explorado.

06Também foi aprovado nas comissões requerimento do deputado Junior Favacho (DEM), autor da Frente Parlamentar do Desenvolvimento Econômico, na Assembleia Legislativa, solicitando uma viagem com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, em Brasília.

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