Dia Mundial do Autismo, muita coisa tem que ser feita. – Correio Amapaense

Dia Mundial do Autismo, muita coisa tem que ser feita.

Centro Educacional Raimundo Nonato Dias Rodrigues, realizou nesta segunda-feira, 2, a Páscoa Azul, festa em comemoração ao Dia Mundial do Autismo, destinada a alunos atendidos pela instituição, servidores e familiares.

Em clima de alegria e confraternização, os estudantes realizaram apresentações de música e dança, participaram de diversas ações recreativas, como pintura de rosto, pula-pula, atividades de colorir e jogos de videogame. O prédio da instituição foi iluminado com a cor azul, que representa o autismo.

De acordo com Nilzete Mendes, diretora do Centro Educacional Raimundo Nonato, a instituição atende atualmente 420 alunos, destes 120 são diagnosticados com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). “Mais da metade dos nossos alunos são autistas e esse é um momento de integração com as famílias, e também de conscientização e luta contra a discriminação e preconceito as pessoas com autismo”, comenta a diretora.

O autismo é um transtorno no desenvolvimento do cérebro, que causa dificuldades de linguagem, comunicação, interação e comportamento social. O Dia Mundial do Autismo visa conscientizar a população sobre o transtorno que afeta cerca de 70 milhões de pessoas em todo o mundo.

Devido ao desconhecimento sobre a doença, muitas pessoas agem com espanto e reprovação quando uma criança está em crise. Cristina Picanço, mãe de autista e professora no Centro Raimundo Nonato, já passou por essas situações desagradáveis. “Por sua condição neurobiológica, os autistas não conseguem compreender as regras sociais, e por conta disso, muitas vezes, têm comportamento inadequado socialmente. Fui várias vezes recriminada na rua porque meu filho teve um comportamento inadequado”, relatou.

Celeste Ribeiro, mãe de Ícaro, comenta que o filho foi diagnosticado com autismo com três anos de idade. “Agora ele tem 9 anos e já desenvolveu bastante a linguagem e interação social com o tratamento adequado. Percebo que só conhecem o autismo pessoas que têm alguém na família ou próximo com a doença. É necessário saber, pois o número de diagnósticos aumenta e as crianças recebem o tratamento desde cedo”, frisou.

Centro Raimundo Nonato

O Centro Raimundo Nonato oferta capacitação em educação inclusiva para professores da rede pública, além de oferecer atendimento educacional especializado e atendimento clínico, apoio e acompanhamento para alunos com deficiências (intelectual, física, múltiplas, auditiva, paralisia cerebral, hidrocefalia, Síndrome de Down, outras síndromes, transtorno global do desenvolvimento e autismo).

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