Dia Nacional de Combate ao Glaucoma traz alerta sobre a doença

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Glaucoma é a principal causa de cegueira irreversível no mundo. Tratamento e acompanhamento são fundamentais para evitar lesões.

 

 Foto: Elmano Pantoja
Governo do Estado tem investido no setor de oftalmologia para garantir exames e cirurgias aos pacientes

O dia 26 de maio marca Dia Nacional de Combate ao Glaucoma, que é considerado a principal causa de cegueira irreversível no mundo, a doença é uma degeneração do nervo óptico, que é responsável pela visão, causada, principalmente, pelo aumento da pressão nos olhos.

Segundo o oftalmologista Antônio Sérgio Lobato Filho, existem dois tipo de glaucoma, o primeiro e mais comum é o chamado de ângulo aberto, ele não apresenta nenhum tipo de sintoma. “O paciente só percebe quando nota uma perda ou baixa da visão, e isso significa que o quadro já está avançado, porque já teve uma degeneração importante no nervo do olho”, explicou o especialista.

O glaucoma de ângulo fechado é mais raro e considerado uma emergência médica. “Glaucoma de ângulo fechado seria quando uma estrutura que tem nos olhos, a câmara anterior, fecha o ângulo de onde existe um líquido chamado humor aquoso, o que aumenta a pressão nos olhos. Possui sintomas mais específicos como dor no olho, dor de cabeça intensa, náuseas e vômito”, disse Antônio Sérgio.

Fatores de risco

Existe um grupo de pacientes que estão mais suscetíveis a desenvolver glaucoma: pessoas negras, idosos, pessoas que possuem histórico da doença na família ou que possuem pressão alta nos olhos. Pacientes com doenças crônicas como diabetes e hipertensão também devem ficar atentos. Esses pacientes devem fazer uma avaliação anual obrigatória para acompanhar a possibilidade de aparecimento da doença.

O controle do glaucoma é feito com colírios específicos e também com o acompanhamento oftalmológico, que precisa ser feito no mínimo uma vez por ano. Nos casos mais graves, a avaliação pode ser mais intensa dependendo do nível de glaucoma e da recomendação médica. A cirurgia é a última possibilidade para equilibrar a pressão nos olhos, porém não é possível recuperar a visão perdida.

“O glaucoma tem tratamento, é uma doença que é possível ter o controle, mas não cura. No momento em que a pessoa tem uma lesão glaucomatosa que causa baixa na visão, é irreversível”, finaliza o oftalmologista

Investimentos em oftalmologia

O Setor de Oftalmologia do Hospital de Clínicas Alberto Lima (Hcal) voltou a realizar exames de alta complexidade, que estavam suspensos devido à falta de equipamentos.

O retorno dessas atividades só foi possível após o reaparelhamento da rede hospitalar iniciado pelo Governo do Estado do Amapá (GEA) em setembro do ano passado. Os recursos são de emendas parlamentares e do Tesouro do Estado.

Dentre os equipamentos adquiridos estão: coluna oftalmológica, que tem por finalidade acomodar e facilitar posicionamento do paciente para o exame clínico de oftalmologia; lâmpadas de fenda, instrumento usado por oftalmologistas e optometristas, para avaliação do meio ocular; e retinógrafo, aparelho usado para diagnosticar doenças da retina e nervo óptico.

Já estão na unidade de suprimentos da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), um microscópio especular de córnea e um facoemulsificador, que garantirão a retomada das cirurgias de catarata e glaucoma. A secretaria aguarda, apenas, a montagem e instalação dos aparelhos, cuja responsabilidade é da empresa que venceu o processo licitatório para a compra dos equipamentos.

A medida possibilitará a normalização das cirurgias oftalmológicas que, atualmente, são a maior demanda a ser atendida pelo Programa de Tratamento Fora de Domicílio (PTFD), cerca de 70% dos gastos com PTFD são de pacientes que precisam de atendimento ou cirurgias oftalmológicas.

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