Em sessão, deputada Cristina manifesta-se sobre paralisação dos educadores contra a política salarial de 2,8% do GEA

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Professores e servidores do ensino público estadual iniciaram protestos contra o Governo do Estado do Amapá (GEA), que em quase 4 anos de mandato não concedeu nenhum aumento nos salários dos servidores, tampouco repôs as perdas salariais dos servidores da Educação. Diante dos fatos, a deputada Cristina Almeida (PSB) posicionou-se a favor dos educadores.

Cristina, mais uma vez, cobrou do governo maiores investimentos na educação pública e uma política salarial mais justa, que possa contemplar plenamente os profissionais responsáveis pela forma socioeducacional dos discentes do Amapá.

“É inadmissível que um governo eleito com promessas de diálogo e valorização salarial deixe de cumprir o que prometeu e coloque sempre a culpa dos seus malfeitos na crise e no governo anterior, que, pelo contrário, sentou à mesa de negociações com o sindicato e concedeu reajustes reais à toda a categoria”, disse a parlamentar em seu pronunciamento.

Os educadores públicos do Amapá reivindicam o cumprimento integral do piso salarial e, de acordo com as lideranças sindicais, além das questões salariais, a pauta de reivindicação inclui o restabelecimento da merenda escolar que falta em muitas escolas da capital e do interior e compromete o cumprimento da carga horária, já que os alunos são dispensados mais cedo.

Também foi debatido o sucateamento das escolas, cujas estruturas físicas encontram-se bastante deterioradas, a falta de segurança com o elevado índice de roubos nas escolas, a violência contra professores e funcionários, a falta de professores e a ausência de investimentos na educação pública, questões já requeridas pela parlamentar.

No governo anterior, do PSB, reajustes significativos foram concedidos ao mesmo tempo em que greves foram deflagradas e todo um processo de demonização da figura do ex-governador foi perpetrado por alguns setores do sindicato da categoria influenciados pela oposição que, atualmente, ocupa o poder e, contraditoriamente, boicota o movimento docente e procura deturpar sua essência e pertinência reivindicatória.

“Quanta diferença, após ficar três anos sem dar sequer a reposição das perdas inflacionárias ao funcionalismo, agora, pressionado pelo período eleitoral, concedeu 2,8% no salário base dos servidores, sendo que em 2017 foi de 0%, bem como nos anos de 2016 e 2015”, ressaltou a deputada.