‘Estrutura não é confiável’, diz Mourão sobre abastecimento de energia no Amapá

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O vice-presidente Hamilton Mourao durante cerimonia de sancao da Lei Complementar 420, que cria a Empresa Simples de Credito (ESC), no Palacio do Planalto. (O vice-presidente Hamilton Mourao durante cerimonia de sancao da Lei Complementar 4

O general fala sobre as dificuldades encontradas para abastecer os estados da região amazônica

EDMAR BARROS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOO general, que morou em Manaus na década de 90, lembra que, durante um ano, conviveu com um racionamento que garantia apenas seis horas de luz por dia

Na avaliação do vice-presidente da república, Hamilton Mourão, o prazo de nove dias para normalização do fornecimento de energia ao Amapá é razoável. O general, que morou em Manaus na década de 90, lembra que, durante um ano, conviveu com um racionamento que garantia apenas seis horas de luz por dia. Isso, segundo ele, acontece em razão das dificuldades encontradas para abastecer os estados da região amazônica. “É um prazo razoável, eu sei que os equipamentos, os geradores são extremante pesados que não podem ser levados comuns, têm problemas de manobra de balsas”, afirma. Mourão lembrou que Roraima, inclusive, não é sequer integrado ao sistema nacional de energia. O Amapá é, e também conta com hidroelétricas que abastecem grande parte do estado. A questão, de acordo com o vice-presidente, é que a estrutura não é confiável.

“O Amapá ele tem as suas próprias fontes de energia, que são hidrelétricas. Mas são linhas de transmissão que não são totalmente confiáveis caso aconteça um acidente como aconteceu. Então é uma questão de energia na Amazônia é complicada”, disse. A expectativa é que pelo menos até o fim da semana a população do Amapá continue convivendo com um rodízio do fornecimento de energia elétrica. Em alguns locais, moradores ainda são obrigados a conviver com períodos de até 12 horas sem luz.

*Com informações do repórter Antônio Maldonado