Flamengo vence o Atlético, na despedida de Julio Cezar.

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Há muitos problemas táticos e técnicos neste Flamengo que entrou em crise ainda no primeiro trimestre. Mas talvez o mais frustrante para o torcedor seja não ver, refletido em campo, o espírito rubro-negro que, em épocas de vacas magras, ajudou times limitados a escaparem do rebaixamento e elencos medianos a erguerem troféus. Neste domingo, um dos remanescentes dessa identidade deu adeus aos gramados. Mas, antes de pendurar as luvas, Júlio César fez valer o peso da camisa 12, que homenageia a torcida e fora desaposentada para sua última passagem pela Gávea. O goleiro levou para o campo a energia dos mais de 52 mil torcedores presentes no Maracanã e comandou o time na vitória sobre o América-MG (2 a 0), pelo Campeonato Brasileiro. No fim, a volta olímpica individual, terminada de joelhos diante dos rubro-negros, foi o simbolismo perfeito para encerrar uma carreira marcada por raça, amor e paixão.

ENTREVISTA: Júlio César, em meio ao turbilhão de emoções: ‘Só choro’

O goleiro estava mesmo em uma sintonia diferente. Antes de a bola rolar, emocionou-se ao discursar para a torcida e colocar-se em pé de igualdade com os que estavam na arquibancada. Dentro de campo, sacudiu Arão depois de uma defesa e, quando Cuéllar hesitava em buscar a bola, gritou para que o colombiano se aproximasse e saísse pelo chão. Sob as traves, fez uma meia dúzia de intervenções importantes e, agora, poderá se orgulhar de ter se aposentado como o melhor em campo.

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