Frente fria impede que “nuvem de gafanhotos” chegue ao Brasil

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De acordo com a vigilância do Brasil e da Argentina, o clima frio impediu a nuvem de atravessar a fronteira Oeste

GOVERNO DE CÓRDOBA/DIVULGAÇÃO

NATÁLIA LÁZARO

 

Com o avanço da frente fria na região do Rio Grande do Sul, a chuva mudou o rumo da nuvem de gafanhotos que vinha da Argentina, deixando de ser uma ameaça ao estado brasileiro enquanto durar o clima. De acordo com a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, os ventos favoreciam a chegada dos insetos até às 15 horas desta quarta-feira (25/06).

Porém, até o momento, a nuvem não foi vista na Fronteira Oeste, que faz divisa com os argentinos. A atualização do país vizinho é que, devido a baixa temperatura e o dia nublado, os insetos ainda não se movimentaram.

Segundo o chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do estado, Ricardo Felicetti, o Brasil e a Argentina trocam informações constantes para vigiar o percurso dos gafanhotos. “Nosso trabalho é verificar o ingresso no estado. Monitorei todo dia ontem [quarta] áreas de pastagem próximas à Argentina, produtores de Hortaliças. O vento, que é o que determina a movimentação deles, está nos ajudando”, disse, ao portal G1.

Pela manhã, o Ministério da Agricultura declarou estado de emergência fitossanitária por conta da possível chegada dos insetos. Em nota, a pasta informou que, apesar de pouco provável que a nuvem avance em território brasileiro, o alerta deve ser instaurado.

“Com base neste cenário, estão sendo trabalhadas estratégias passíveis de adoção para um eventual surto da praga no Brasil, caso ocorram alterações climáticas favoráveis ao deslocamento da nuvem de gafanhotos para o nosso país”, escreveu, o ministério.

O deslocamento da nuvem de gafanhotos, da espécie schistocerca cancellata, pode ser acompanhado por meio de mapas atualizados pelas autoridades argentinas (confira aqui).