Governo apoia o 1º Chamado Internacional dos Povos Indígenas do Amapá e Norte do Pará

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Evento tem o apoio logístico do Governo do Estado do Amapá e acontece no Campus Marco Zero da Universidade Federal do Amapá (Unifap), em Macapá.

 

 Foto: Maksuel Martins/Secom
A expectativa é de que participem indígenas de nove países da Bacia Amazônica

O Estado Amapá vai sediar entre os dias 18 e 22 de junho, o I Chamado Internacional dos Povos Indígenas do Amapá e Norte do Pará. O evento tem o apoio logístico do Governo do Estado do Amapá (GEA), e acontece no Campus Marco Zero da Universidade Federal do Amapá (Unifap), em Macapá.

O encontro objetiva discutir políticas públicas para os povos que compõe o território da Coordenação das Organizações Indígenas da Bacia Amazônica (Coica). A expectativa é de que participem povos indígenas de nove países da Bacia Amazônica – região que compreende espaços do Brasil, Equador, Venezuela, Bolívia, Suriname, Guiana, Guiana Francesa, Colômbia e Peru.

Juntos, representantes destes países vão debater e desenhar estratégias de sustentabilidade ambiental, de aproximação de culturas, de combate ao preconceito, de autonomia dos povos indígenas.

O secretário Extraordinário dos Povos Indígenas (Sepi) do Amapá, Fabiano Maciel, explicou que o Estado apoia o evento desde a elaboração do projeto até a sua realização. “O Estado está cumprindo o seu papel de apoiar essas atividades que contribuem para a elaboração de políticas que beneficiem os povos indígenas, do Estado e do Brasil. Queremos dar voz às lutas de resistência”, frisou.

Inscrições

A organização prevê a participação de aproximadamente 2 mil pessoas, com 650 indígenas de todo o Amapá. As inscrições podem ser feitas no site www.even3.com.br/chamado, até o dia 17 de junho. O valor varia entre R$20,00 e R$120,00, dependendo da função do participante. Indígenas, jornalistas, tradutores e colaboradores voluntários do evento estão isentos da taxa.

No dia 18, primeiro dia do evento, os inscritos devem fazer credenciamento das 9h às 15h no centro de vivências da Unifap, prédio próximo à reitoria.

Programação

Os inscritos poderão participar de diversas atividades, como a Marcha no Meio do Mundo, que abre o evento, às 16h do dia 18 de junho. Além disso haverá exposição fotográfica, mostra de cinema indígena, palestras, apresentação cultural, discussões de temas envolvendo a população indígena e apresentação de trabalhos acadêmicos.

Um dos destaques da programação será a palestra com a líder indígena brasileira Sônia Guajajara, graduada nos cursos de letras e enfermagem pela Universidade Estadual do Maranhão. Ela é uma renomada ativista dos direitos indígenas, conhecida internacionalmente. Sônia já levou denúncias às Conferências Mundiais do Clima (COP) e ao Parlamento Europeu.

Nove eixos temáticos vão basear as discussões: Megaprojetos, Impactos Ambientais e Terras Indígenas; Sustentabilidade, Segurança Alimentar e Terras Indígenas; Movimento Indígena, Direitos Indígenas e Conjuntura; Saúde Indígena e Medicina Tradicional; Universidade e Povos Indígenas; Educação Indígena e Educação Escolar Indígena; Chamado das Mulheres Indígenas; Relações Transfronteiriças e Povos Indígenas; e Chamado da Juventude Indígena.

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