Governo do Estado monta força tarefa para atender famílias atingidas pela cheia no Jari

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Nível do rio Jari atingiu 2,34 metros hoje pela manhã. Mais de 8 mil pessoas foram atingidas pelo alagamento e a prefeitura deve decretar situação de emergência

 

 Foto: Ernandes Oliveira
Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e Sims estão fazendo o levantamento das pessoas atingidas pela cheia do rio Jari.

A chuva continua castigando a região sul do Estado. Em Laranjal do Jari, o nível do rio Jari atingiu 2,34 metros hoje pela manhã. Oito bairros no município estão alagados. O Governo do estado, enviou uma força tarefa na segunda-feira, 16, para dar assistência as mais de 8 mil pessoas atingidas pela cheia. As ações são coordenadas pela Defesa Civil Estadual. Uma equipe de assistentes sociais da Secretaria de Estado da Inclusão e Mobilização Social (SIMS), também está no município fazendo o cadastramento das famílias mais afetadas e que precisam deixar os imóveis. O cadastro vai permitir que as famílias tenham acesso a benefícios como cesta básica, água potável e outros produtos de necessidades básicas distribuídos pelo governo.

As ações foram definidas durante reunião realizada no início da noite desta terça-feira, 17, entre a Defesa Civil Estadual e o prefeito do município.

“Estamos verificando a situação das famílias para saber quais devem sair ou para o abrigo ou para casas de parentes. Paralelo a isso, vamos finalizar o processo para apresentar ao prefeito que deverá assinar o decreto de situação de emergência”, informou o coordenador da Defesa Civil e comandante do Corpo de Bombeiros, cel. Wagner Coelho.

Neste momento, 14 famílias que tiveram que sair das casas por causa do alagamento, estão  abrigadas na quadra da escola estadual Mineko Hayashida. Entre elas, a família da coordenadora da Igualdade Racial de Laranjal do Jari. Tatiane Silva está no abrigo com o marido e os filhos. Ela é moradora no bairro central e já sofreu com a enchente no ano passado, mas na época preferiu ficar na residência. Este ano, teve que deixar a casa e ir para o abrigo. “Infelizmente tive que sair com o que pude tirar, como a geladeira, fogão, colchão de solteiro, e roupas”, comentou.

Outras 34 famílias receberam ajuda da Defesa Civil Estadual e do município para deixar as casas. Elas foram levadas para casas de parentes, amigos ou alugaram um imóvel para se alojar até que as águas baixem.

Duas escolas estaduais e 4 municipais foram alagadas e tiveram as aulas suspensas por tempo indeterminado.

De acordo com o cel. Wagner Coelho, o prefeito, Márcio Serrão, decretou situação de emergência nesta quarta-feira. “Dessa forma, o município poderá receber apoio do estado e da união para ações de socorro e de recuperação”, concluiu.

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