Governo garante participação de amapaenses em movimento indígena, em Brasília – Correio Amapaense

Governo garante participação de amapaenses em movimento indígena, em Brasília

Acampamento Terra Livre ocorre de 23 a 27 de abril e pretende reunir em torno de 5 mil índios de todo o país, em frente à Esplanada dos Ministérios.

 

Aproximadamente 60 indígenas amapaenses participam nesta segunda-feira, 23, em Brasília (DF), de uma programação em homenagem ao Dia do Índio, celebrado em 19 de abril. É a 15º edição do Acampamento Terra Livre (ATL) 2018. O Governo do Amapá providenciou as passagens aéreas para o deslocamento de índios de nove etnias até à capital federal.

O evento pretende reunir até sexta-feira, 27, indígenas de todo o país. O tema deste ano é “Unificar as lutas em defesa do Brasil Indígena – pela garantia dos diretos originários dos povos”. A expectativa é que pelo menos cinco mil índios de várias regiões brasileiras, participem do movimento em frente à Esplanada do Ministérios.

Do Amapá, as etnias que participam do são dos municípios de Oiapoque (Galibi Marworno, Karipuna, Palikur e Galibi Kalinã), Pedra Branca do Amapari (Wajãpi) e do Parque do Tumucumaque (Waiana, Apalai, Tiriyo e Kaxuyana).

Nesta edição do Acampamento Terra Livre, estão previstos atos, marchas e debates sobre temas como demarcação de terras, criminalização dos movimentos indígenas, iniciativas legislativas anti-indígenas e, a precarização de serviços básicos como educação e saúde.

O evento também vai tratar sobre o encontro da Cumbre Regional da Amazônica de Organizações Indígenas (Coica) – que será realizado no período de 18 a 22 de junho de 2018, no Amapá.

Cecília Apalai é integrante do Movimento de Mulheres Indígenas do Amapá e é uma das índias que se encontra em Brasília. Ela disse que os amapaenses irão apresentar as propostas dos povos indígenas do Amapá e Norte do Pará, relacionadas à educação e saúde. As propostas foram definidas durante a programação do Dia do Índio, ocorrida em Macapá na semana passada. “Essa conferência é para darmos visibilidade à garantia dos nossos direitos”, frisou.

No retorno para Macapá, os indígenas pretendem reunir com o Executivo Estadual para tratar sobre as próximas ações e demanda do grupo.

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