Governo retoma linha de crédito para impulsionar crescimento da construção civil no Amapá – Correio Amapaense

Governo retoma linha de crédito para impulsionar crescimento da construção civil no Amapá

Fomento disponível é de R$ 4 milhões. Linha apresenta juros de 2% ao mês e prazo de até 48 meses para quitação. Interessados podem financiar até R$ 50 mil.

 Foto: Marcelo Loureiro/Secom
Lançamento da linha de crédito ocorreu na Fecomércio, em Macapá, nesta sexta-feira, 22

O Governo do Amapá voltou a liberar uma linha de crédito que vai injetar até R$ 4 milhões na retomada do crescimento de um dos principais setores da economia, a construção civil. A partir da próxima segunda-feira, 25, servidores públicos e trabalhadores da iniciativa privada já podem procurar a Agência de Fomento do Amapá (Afap) para buscar o financiamento para a aquisição de materiais de construção.

Denominada Afap Construir, a linha de crédito apresenta taxa de apenas 2% ao mês e tempo de até 48 meses para quitação – juros e prazo bem abaixo do praticado pelas instituições bancárias convencionais. Os interessados podem financiar até R$ 50 mil.

Ampliada e com possibilidade de acesso a valores maiores que na última versão – trabalhada em 2015 –, a Afap Construir foi relançada nesta sexta-feira, 22, em cerimônia na Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amapá (Fecomércio/AP).

Durante a solenidade, o governador Waldez Góes enfatizou que, além de impulsionar a economia com a injeção financeira diretamente nos empreendimentos de materiais de construção, a linha de crédito vai proporcionar a geração de empregos e renda necessária para resgatar o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) amapaense, através da indústria da construção civil.

Ele ressaltou a importância de impulsionar o segmento econômico com os dados da última divulgação do índice (2015), quando o setor da indústria foi responsável por 12% das riquezas geradas no Amapá, percentual do qual a construção civil foi responsável por 8%.

“Esse fomento cria um ciclo importante para a ascensão da economia. A construção civil é o principal termômetro da economia, quando ela vai bem, cresce o número de postos de trabalho, gera-se renda, o dinheiro volta a circular, voltando a dinamizar a economia, porque a construção civil responde de forma rápida a estímulos como esta política de fomento que estamos retomando hoje”, analisou o chefe do Executivo.

O presidente do Sindicato das Empresas de Materiais de Construção, Marcel Góes, avaliou a medida como fundamental para alavancar o segmento após os últimos anos de crise. “Passamos por uma recessão nas vendas muito grande, desde 2014. Após esse período, chegamos no ano da recuperação e essa linha de crédito vai impactar de forma direta nos negócios. Prevemos contratações e já vamos preparar ofertas e promoções para os nossos clientes da Afap Construir”, animou-se o empreendedor.

Já o presidente da Fecomércio/AP, Eliezir Viterbino, destacou que o fomento chega no momento-chave, ou seja, quando a economia começa a dar sinais de reação. Ele explicou que o maior percentual de vendas de materiais de construção está justamente no segundo semestre, quando as compras costumam fechar o ano com 53% das operações totais.

Como funciona

O presidente da Afap, Francisco de Assis, explicou que o crédito é especificamente voltado para a aquisição de materiais de construção, que devem ser comprados nas lojas conveniadas com a instituição. O cliente não tem acesso a dinheiro. Quando o financiamento é liberado, o valor da compra é repassado diretamente à loja, que fornece o material requisitado ao cliente. “A linha é para construção, reforma ou ampliação. Servidores públicos e funcionários da iniciativa privada poderão realizar o sonho de melhorar de forma mais acessível, barata e com pouca burocracia”, ressaltou Assis.

Segundo ele, o valor a ser liberado passa pela análise da margem de remuneração de cada interessado. A Afap Construir não contempla financiamento para mão de obra. O crédito também pode ser estendido para servidores públicos municipais e federais, mas os órgãos precisam se conveniar com a Afap. As parcelas são descontadas no contracheque do cliente.

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 Créditos:Marcelo Loureiro/Secom

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