Menina sofre estupro coletivo, é filmada e família tem que fugir

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Menores acusados de praticar os abusos teriam dado ‘sentença de morte’ a familiares da vítima

Uma menina de 11 anos sofreu estupro coletivo cometido por três jovens, nesse domingo (18), em Belo Horizonte (MG). O crime foi filmado e divulgado nas redes sociais. Foi assim que a família soube do crime e o denunciou à polícia, que apreendeu os menores de idade. Mas os familiares tiveram que fugir, pois foram ameaçados de morte, segundo relatam.

A menina de 11 anos brincava na rua com amigos. Ela conta que em determinado momento, os amigos foram embora e chegaram alguns adolescentes que ela conhecia.

Os adolescentes, com idades entre 12 e 13 anos, a arrastaram pelo braço para longe da pracinha. Ela conta que tentou se desvencilhar, mas não conseguiu. Sua roupa foi arrancada e sofreu estupro coletivo.

 

O absurdo da história não parou aí. Um comerciante de 23 anos, presenciando a cena, em vez de ajudar, decidiu filmar o crime sexual. As investigações indicam que a ideia era divulgar nas redes sociais. E foi assistindo ao vídeo do estupro coletivo, que o pai e o irmão da vítima descobriram a barbárie. Eles denunciaram à polícia e foram até a casa dos suspeitos para tirar satisfação.

A polícia apreendeu três dos rapazes suspeitos, o quarto se apresentou entre o fim de domingo e início da madrugada de segunda. Mas eles alegaram que a criança de 11 anos os seduziu. A mãe de um dos suspeitos disse à polícia que conhecia a “fama” da garota de 11 anos.

O comerciante também foi detido. “A Polícia Civil de Minas Gerais informa que ratificou o flagrante do homem de 23 anos e que os adolescentes envolvidos foram imediatamente encaminhados à audiência. O processo encontra-se no Poder Judiciário, na Vara da Infância e Juventude em Belo Horizonte”, comunicou a corporação.

A família da criança foi ainda ameaçada. “Ou vocês se mudam daqui ou a gente volta e mata todos vocês”, teria dito um conhecido do grupo em uma visita à residência da família da vítima. A família precisou abandonar o lar imediatamente.

Solidariedade

Os empregadores da mãe da vítima, inconformados com a situação, criaram uma vaquinha online, a partir da qual contaram o caso usando nomes fictícios. “Vou começar do começo. A Joviana é empregada doméstica há muitos anos. Começamos a nossa relação com faxinas semanais e logo ela passou a ser exclusiva e com carteira assinada. Já são 21 anos!”, inicia o texto.

“Joviana foi mãe de cinco filhos. Nesse tempo, acompanhei o crescimento de três desde pequeninos e o nascimento de outros dois. Infelizmente vivenciei com ela a morte dos dois mais velhos, 18 e 16 anos. Destino cruel de muitos jovens negros da periferia. Joviana, mesmo despedaçada, seguiu firme. Tinha mais três pra cuidar”, continua.

“Dentre eles, a Carolina, que se parece com Catarina, nome da minha filha mais velha. A gravidez da Carolina ocorreu junto com a da Sarah, minha outra filha. Carolina completou 12 anos [a vítima ainda tem 11 anos]. Estuda. Brinca na rua de pegador. No último domingo, dia 18 de outubro, estava com amigas na rua de casa justamente brincando de se esconder quando foi abordada por um adolescente que ela já conhecia. Saíram juntos e o que se seguiu foi o horror”, afirma, antes de relatar o estupro coletivo.

A vaquinha foi feita para pagar o aluguel do novo lar encontrado às pressas pela família da vítima e dar algum suporte na nova residência. A veracidade do ato de solidariedade foi checada pelo site Bhaz. A meta era arrecadar R$ 15 mil, mas até esta quinta-feira, 22, já havia passado de R$ 26 mil.

com informações de Bhaz