NPD capacita profissionais para desenvolver cadeia produtiva no audiovisual

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Debates de temas importantes sobre produção audiovisual e o atual cenário da cadeia produtiva em níveis nacional e internacional pontuam evento.

 

 Foto: Henrique Borges/Secom
Capacitação começou na quarta-feira, 23, e termina no domingo, 27, no Sesc Araxá em Macapá

O Núcleo de Produção Digital (NPD) Equinócio está dando continuidade ao aperfeiçoamento e qualificação de profissionais amapaenses de audiovisual com a oficina “Cadeia produtiva no audiovisual”. Desta vez, o convidado é Afonso Gallindo, publicitário, técnico em cinematografia, produtor cultural e jornalista. O curso foi iniciado na quarta-feira, 23, e segue até domingo, 27.

O evento é realizado no Serviço Social do Comércio (Sesc/AP) do bairro Araxá, em Macapá, das 18h às 22h, para todos os interessados em desenvolver projetos de produções audiovisuais na intenção de gerar empregos e renda para o setor.

Estão sendo debatidos temas como produção de cinema no país; o cenário do audiovisual de 2000 até os dias de hoje; as instâncias e os desafios; o desafio da exibição; modalidades de exibição; a nova TV de ontem; a diferença entre vídeo em streaming e on demand e a previsão de acessos à internet nos próximos anos.

O documentarista Olímpio Guarany atua na cadeia produtiva do audiovisual amapaense, há 12 anos, e já entende bastante sobre o atual cenário. “Existem boas perspectivas para profissionais e empresas com adoção de políticas de financiamento de projetos com fundos criados a partir das receitas provenientes do audiovisual, criando novas possibilidades ao mercado”, observa.

O ministrante da oficina, Afonso Gallindo, rodou sua primeira ficção como diretor no início deste ano, sendo o roteiro e argumento também de sua autoria. O filme se encontra em processo de montagem e deverá ser lançado até o segundo semestre deste ano.

Para Gallindo, é importante os profissionais entenderem o que é preciso para conseguir desenvolver os projetos. “O Amapá possui muitas riquezas naturais, culturais e tradicionai, no entanto, antes de se pensar em cadeia produtiva, precisamos estabelecer produtos para ofertar no mercado do audiovisual”, orienta.

Nos dois últimos dias do evento, a programação acontece pela tarde, das 14h às 18h, no sábado, 26, no Sesc Araxá. O encerramento será domingo, 27, na Universidade do Estado do Amapá (Ueap).

NPD Equinócio

Inaugurado em abril deste ano, o NPD Equinócio funciona no prédio do Sebrae, na Avenida Ernestino Borges, no centro de Macapá. É fruto de articulação do governo do Estado com o Ministério da Cultura e tem o objetivo de aperfeiçoar o segmento audiovisual amapaense, disponibilizando espaço adequado com equipamentos de ponta para que os profissionais possam usufruir e desenvolver as produções locais.

São três ilhas de edição, equipamentos modernos como câmeras 4k, lentes e equipamentos de iluminação e áudio, além de computadores e softwares de edição que, a princípio, foram fornecidos provisoriamente pelo Ministério da Cultura. Somente após dois anos de atividades os equipamentos poderão ser doados em definitivo ao Estado, mediante avaliação quanto ao desempenho das produções.

A estrutura tem acesso livre para o aperfeiçoamento do segmento de audiovisual, formando profissionais de produção, roteiristas, diretores e editores de áudio e vídeo. Cursos do MedioTec, voltados para o audiovisual, também serão implementados no NPD, ampliando as oportunidades para os jovens que têm interesse de atuar na área.

Edital

Além do NPD, outra iniciativa do Governo do Estado do Amapá (GEA), para o fomento do setor, é o segundo Edital de Produção Audiovisual que já está sendo elaborado e deve contemplar recursos na ordem de R$ 12 milhões para a formação, desenvolvimento e produção audiovisual. O montante será garantido pela Agência Nacional de Cinema (Ancine), que gerencia os recursos do Fundo Setorial Audiovisual (FSA) e contrapartida do GEA. O primeiro edital lançado pelo governo em parceria com a Ancine recebeu aporte financeiro de R$ 3 milhões, sendo R$ 2 milhões do FSA e R$ 1 milhão de contrapartida do GEA para a produação de obra seriada, telefilme, curta-metragem e longa-metragem.

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