Obras públicas: comunidade do Maracá relata dificuldades e anseios para parlamentares – Correio Amapaense

Obras públicas: comunidade do Maracá relata dificuldades e anseios para parlamentares

 

Os deputados estaduais que fazem parte da Comissão Permanente de Transporte e Obras Públicas (CTO) da Assembleia Legislativa do Amapá (Alap) estiveram na comunidade do Maracá para vistoriar obras e ouvir demandas da população. Os parlamentares visitaram um dos locais mais importantes para a localidade, a Escola Família Agrícola, construída em 2006.

“Hoje a realidade da nossa escola é de total abandono. Fico triste demais, porque estudei lá. Na época, era bem organizada. Tínhamos sonhos, vontade de continuar os estudos pela forma que víamos a grandeza da escola, de um nível alto para a nossa comunidade. Hoje, só temos a lamentar”, informa a comerciante Luciane Sousa da Trindade, de 28 anos, mãe de dois filhos. Segundo ela, a Escola Família Agrícola está fechada desde 2009.

02A comerciante também relatou aos deputados que a maior dificuldade hoje na comunidade é a logística devido às condições dos ramais. “Tem tempo que essa estrada do Camaipi fica mais feia. Isso atrapalha demais, é muito buraco, lama, árvores caídas. A gente fica triste quando precisa ir a Mazagão, Macapá, só devido a esses problemas, são horas viajando. Agora, imagina quem trabalha comercializando produtos alimentícios. Perdemos muito tempo com toda essa situação”, narra.

De acordo com a presidente da CTO, deputada Aparecida Salomão (PSD), a comissão levará o caso da escola à Secretaria de Estado da Educação (Seed) e a situação dos ramais à Prefeitura de Mazagão e à Secretaria de Estado dos Transportes (Setrap), no que compete a elas. “Daremos os encaminhamentos e iremos requerer aos órgãos competentes uma atenção especial a esses problemas, pois a comunidade não pode ficar à mercê dessas problemáticas”, comunica.

O agricultor cearense Cosmo Pinheiro de Freitas, de 68 anos, também falou sobre a situação da estrada aos parlamentares. “Moro aqui há quase 50 anos. No tempo da Serra Almeida, essa estrada era muito boa, não demorava chegar à sede de Mazagão. Hoje, é lamentável. É só promessa de asfalto, manutenção, e nem isso tem. E quando colocam barro fica pior nesse período de chuva. A gente espera que isso mude, pois necessitamos dela para fazermos de um tudo”, solicita.

Para o vice-presidente da CTO, deputado Fabrício Furlan (PCdoB), todos esses problemas relatados pela comunidade serão levados também ao plenário da Assembleia Legislativa do Amapá. “Iremos explanar aos demais pares toda essa situação que estamos presenciando aqui. O Parlamento estadual faz o seu papel, de fiscalizar e cobrar, e a Comissão de Transporte e Obras Públicas vem cumprindo sua agenda positivamente. A comunidade do Maracá necessita de atenção por parte do poder público e não tenho dúvida que este cumprirá com sua obrigação”, ressalta.

Os deputados também estiveram na ponte do Igarapé Limão, que estava com a cabeceira quase para cair. No local, uma equipe do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) estava fazendo serviços de recuperação. “Nosso papel está sendo feito. Não podemos ficar só no plenário, temos que vim até a comunidade para ver de perto os problemas enfrentados por ela. Esse caso aqui, da ponte do Igarapé Limão, já está sendo solucionado pelo Dnit e quem ganha com isso são os moradores e todos que precisam dela para chegar a algum lugar do nosso estado”, diz a deputada Raimunda Beirão (PMB).

“Todo esse trabalho que estamos desenvolvendo no interior do Amapá é graças ao apoio do presidente Kaká Barbosa [PR], que reconhece a importância de cada comissão da Casa. Também não podemos deixar de agradecer aos técnicos da CTO, que com planejamento e dedicação sempre estão à disposição para nos ajudar, apontar a melhor saída para darmos respostas à nossa população”, agradece a deputada Janete Tavares (PPS).

AGÊNCIA DE NOTÍCIAS – Alap
Texto: David Diogo
Fotos: Jaciguara Cruz

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