Pacientes contarão com atendimento por classificação de risco na UPA Zona Sul – Correio Amapaense

Pacientes contarão com atendimento por classificação de risco na UPA Zona Sul

Classificação possibilita identificar os casos mais graves que devem ser atendidos, imediatamente, daqueles que têm condições de aguardar um pouco mais.

 

 Foto: André Rodrigues/Sesa
A prioridade de atendimento será definida pela cor da pulseira que o paciente receberá na triagem

Atender os pacientes de acordo com a gravidade de cada caso, é um dos pontos importantes que a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Zona Sul de Macapá está utilizando. Trata-se do acolhimento com classificação de risco que possibilita distinguir casos mais graves, que devem ser atendidos, imediatamente, daqueles que têm condições de aguardar.

A iniciativa, além de identificar casos prioritários, também facilita o olhar da equipe de enfermagem responsável por essa triagem, no que diz respeito à identificação dos pacientes, cuja prioridade é definida pela cor da pulseira, que ele receberá.

As pulseiras são nas cores azul, verde, amarela, vermelha ou laranja. No caso do paciente com a pulseira verde, representa que ele não corre risco de morte, podendo ser atendido sem prioridade. Quanto aos pacientes identificados com a pulseira azul, são aqueles que poderiam procurar uma UBS no próprio bairro, sem precisar ir a uma UPA. Como ele não corre risco de vida, poderá aguardar um pouco mais para ser atendido.

Já o paciente que receber a pulseira amarela ou vermelha, é porque necessita de atendimento de emergência ou de urgência e será prioridade, pois corre risco de morte. Ele, então, será imediatamente encaminhado para o médico que vai avaliar e tomar as providências necessárias. E o que receber a pulseira laranja será aquele que precisar de atendimento urgente com risco de agravamento do quadro clínico.

Essa orientação, inclusive, foi repassada ao autônomo José Mendes. Ele procurou a UPA Zona Sul por causa do problema de pressão, com o qual foi diagnosticado. “Cheguei aqui e a recepcionista me direcionou para o hospital de especialidades, por conta do meu encaminhamento. Cheguei a ser atendido, medir a pressão, mas eles me explicaram que esse acompanhamento tem de ser feito pelo posto de saúde próximo da minha casa ou bairro”, compreendeu o autônomo.

Dependendo do caso, o paciente será transferido para uma das unidades de referência, como o Hospital de Emergência (HE), Hospital de Clínicas Dr. Alberto Lima (Hcal) ou Hospital da Criança e do Adolescente (HCA).

Além desse procedimento imediato que envolve a classificação de risco, os pacientes tem à disposição outros serviços na UPA, que servem de suporte para a equipe médica, como diagnóstico por imagem, ultrassonografia, eletrocardiograma, raios-X, exames laboratoriais, consultas médicas, curativos, transferência de pacientes e pequenas internações.

“É importante deixar a população orientada quantos aos atendimentos que serão ofertados na UPA. Os casos de rotina e prevenção, acontecem nas UBSs. Não iremos negar atendimento, mas ele será priorizado pela gravidade”, reforçou o secretário de Estado da Saúde, Gastão Calandrini. Ele ainda lembrou que, sete em cada dez pacientes que chegam aos hospitais, não são casos de emergência e acabam superlotando as portas de entrada.

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