Para que não haja desabastecimento, polícia irá escoltar caminhões com alimentos – Correio Amapaense

Para que não haja desabastecimento, polícia irá escoltar caminhões com alimentos

O Governo do Amapá vai garantir o abastecimento de produtos essenciais no Estado com o emprego de escolta policial às cargas que chegam a Macapá. A prioridade é para a passagem de veículos com alimentos, combustíveis, medicamentos e outros insumos de saúde. Basicamente, a ação vai assegurar o transporte pelas duas principais rotas de entrada de mercadorias à capital: dos portos de Santana e do Matapi, com trajetos pelas rodovias JK e Duca Serra.

A estratégia foi alinhada com empresários e representantes de entidades dos setores de Transporte, Logística e Alimentos do Estado, na noite nesta segunda-feira, 28, durante reunião do Comitê Estadual criado pelo governo amapaense para minimizar os impactos da greve dos caminhoneiros.

De acordo com o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Carlos Souza, equipes da Polícia Militar (PM) já estão preparadas para a escolta, que será feita em comboios, já ordenados por produtos e horários, estabelecidos a partir de informações fornecidas pelos empresários na reunião desta segunda-feira.

Os empreendedores também vão apontar cargas que já estão no Estado, nos caminhões retidos pelo movimento grevista no Amapá. Assim como as cargas que irão chegar ao Estado, inicialmente, somente os produtos essenciais deverão ser liberados pelos grevistas, conforme entendimento do Comitê Estadual com a categoria.

“Nós avançamos muito no diálogo com os caminhoneiros, acertamos a desobstrução de um lado da pista em cada uma das rodovias onde concentra-se a manifestação. Esse entendimento, junto com outras medidas que o governo vai implementar, vai garantir o abastecimento de produtos prioritários no Amapá. Os empresários e a população podem ficar despreocupados”, avaliou Carlos Souza.

O empresário do ramo de alimentos, Adiomar Veronese, também se demonstrou otimista quanto à continuidade do abastecimento de produtos essenciais no Estado nos próximos dias. Segundo ele, devido à peculiaridade geográfica do Amapá em relação aos grandes centros produtores, os empreendedores atacadistas e varejistas sempre mantiveram um estoque acima da média, para evitar a falta de produtos.

“A situação do Amapá não é grave como no cenário nacional. Ainda estamos com um estoque considerável, então, não há necessidade de nenhuma preocupação, por enquanto”, tranquilizou Veronese.

About the author

Related

JOIN THE DISCUSSION