PJDE realiza inspeção na Escola Estadual General Azevedo Costa – Correio Amapaense

PJDE realiza inspeção na Escola Estadual General Azevedo Costa

 

Azeveo Costa capaAzevedo CostaAzevedo Costa 3Azevedo Costa 2

A Promotoria de Justiça de Defesa da Educação (PJDE/MPAP) realizou na manhã dessa segunda-feira (01), inspeção na Escola Estadual General Azevedo Costa, a fim de verificar a veracidade de denúncias aportadas nesta Promotoria. A escola atende um total de 933 alunos, divididos em turmas de 8º e 9º anos do ensino fundamental e ensino médio (Regular e Educação de Jovens e Adultos).

A principal dificuldade está na infraestrutura, especificamente na precariedade da rede elétrica, que não está adequada para atender as demandas daquele educandário. Algumas salas possuem aparelhos de ar condicionado e centrais de ar, que já têm cerca de 15 anos de uso (todas compradas a partir de eventos realizados na escola, tais como: bingos, rifas, festas juninas, etc). Continuamente é necessário trocar peças que danificam devido à instabilidade elétrica. As aulas ficam prejudicadas devido o calor, principalmente no turno da tarde, sendo preciso que algumas turmas sejam remanejadas para outras salas, a exemplo da biblioteca e auditório. Por conta ainda da falta de climatização, alguns ambientes estão sem uso, como a Sala multimídia.

Durante a inspeção foi constatado que um bloco com 5 laboratórios, construído entre 2013-2014, que deveria servir para o desenvolvimento de atividades práticas laboratoriais, hoje serve de depósito e nunca foi usado para as aulas. A estrutura física e os móveis estão comprometidos, tendo sido necessário, inclusive, a troca de janelas e fechaduras.

Quanto aos recursos financeiros, constatou-se que o Caixa escolar está inadimplente, o que vem ocasionando a irregularidade nos repasses, os quais, só contam com as parcelas de alimentação escolar e manutenção referente à verba estadual. Outra situação é no momento de efetuar as compras com o Cartão Escolar, mesmo tendo consultado o saldo um dia antes, quando vão efetuar o pagamento ficam sabendo que a compra não foi autorizada, ou seja, o dinheiro tem ficado “bloqueado”, sem disponibilidade para o pagamento. Isto vem ocorrendo desde o mês de agosto de 2018.

O promotor de Justiça, Roberto Alvares, asseverou: “O passivo encontrado nas escolas públicas da rede Estadual e Municipal, especificamente da capital, Macapá, e mais diretamente da Escola Estadual General Azevedo Costa, é retratado através do baixíssimo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica-IDEB, para o ensino fundamental II, cujo rendimento, em razão da meta estabelecida, regrediu ao longo de dez anos. Ou seja, de 3,6 em 2007, numa linha de ligeiro aclive foi em 2009,  a 4,0; depois, o declive, em 2011, 3,8; 2013, 2,9; 2015, 3,0; 2017, não ocorreu a divulgação do resultado, pois a escola não teve um número suficiente de participantes. Contudo, a meta da escola para 2017 seria 5,0 e como não houve um olhar mais amoroso, carinhoso e respeitoso para com tal unidade escolar, os destinatários dos serviços da educação vêm atuando com um esforço sobre-humano, sem, como sói observar, atingir bons resultados. Desse modo, rara vem sendo a escola que oferece condições dignas nessa relação ensino/aprendizagem. Por isso, temos de agir rápido como um bólido para o implante qualitativo na produção educacional”, pontuou o promotor de Justiça.

About the author

Related