Polícia Civil indicia 10 pessoas por lixo despejado em áreas proibidas

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Em Macapá, a maioria das infrações ocorrem no entorno da Rodovia Norte/Sul, mas existem problemas em Santana, Laranjal do Jari e Oiapoque.

 Foto: Irineu Ribeiro/Secom
O delegado Leonardo Brito, titular da Dema, explicou que inicialmente foi feito um trabalho educativo, mas agora as ações serão de investigação e coibição

A Delegacia do Meio Ambiente (Dema) intensificou o serviço de repressão contra as pessoas que despejam lixo em local inapropriado e com o trabalho já foram abertos cinco inquéritos e 10 pessoas foram indiciadas nos últimos três meses. O principal ponto de descarte de lixo em Macapá é a área da Rodovia Norte/Sul.

O delegado Leonardo Brito, titular da Dema, explicou que inicialmente foi feito um trabalho educativo, mas agora as ações serão de investigação e coibição.

“Fizemos a parte educativa para mostrar a importância de não poluir o meio ambiente. Agora entramos na parte de reprimir essas ações e buscar punições para as pessoas que forem flagradas jogando lixo em locais públicos”, informou.

Ele explica que, como em Macapá o ponto mais crítico é a Rodovia Norte/Sul, área pertencente à Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), uma ação civil pública foi ajuizada pela Justiça Federal. A preocupação das autoridades é com o risco do lixo atrair aves para a rota das aeronaves.

“Por isso, neste local existe uma maior fiscalização atualmente. Existem relatos de colisões entre aeronaves e aves atraídas pelo lixo naquela área e se caso houver um acidente que essa ave entre na turbina do avião isso poderá causar um incidente sem precedentes no Amapá”, alertou o delegado Leonardo.

A Polícia Civil designou várias equipes em veículos descaracterizados para fazer o monitoramento. Três funcionários de uma construtora foram presos em flagrante. O responsável da empresa foi indiciado e o veículo foi apreendido. A construtora foi multada por danos coletivos a sociedade e por causar risco ao setor aéreo e obrigada a retirar todo o lixo do local.

Além da Norte-Sul, outras lixeiras mapeadas pela Dema ficam na avenida 1º de Maio, no bairro do Buritizal, na 18ª Avenida do bairro Marabaixo III, e a própria lixeira pública de Santana, que está desativada. Outro local que a polícia passou a vigiar é o entrono de um matadouro particular, localizado na comunidade Porto do Céu, próximo ao distrito do Coração, na região metropolitana de Macapá e Santana.

Interior

Em Oiapoque, a 600 km de Macapá, duas pessoas foram flagradas ao jogar material de construção em local proibido. Na área também havia lixo doméstico. Já em Laranjal do Jari, no Sul do Estado, a 260 km da capital amapaense, foi identificada uma lixeira com resíduos hospitalares. Uma investigação está em curso para saber de qual unidade hospitalar é proveniente o lixo.

O monitoramento de lixeiras continuará ininterrupto. A expectativa da Dema é aumentar a quantidade de 50 pessoas indiciadas pelo despejo de lixo em locais proibido. A pena para este crime ambiental pode chegar a quatro anos de reclusão.

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