Policiais femininas celebram 29 anos de ingresso na corporação da PM

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Amapá conta com um efetivo de 678 mulheres incorporando as fileiras da Polícia Militar (PM) representando mais de 20% do total da instituição.

 Foto: Netto Lacerda / Sejusp
Evento prossegue nesta quinta-feira, 14, no Teatro das Bacabeiras

O Governo do Estado do Amapá (GEA) realizou na noite de quarta-feira, 13, no Teatro das Bacabeiras, a abertura do III Encontro da Mulher Policial Militar. O objetivo é discutir as políticas de gênero dentro da corporação, o empoderamento das mulheres na carreira militar e temas relevantes do cotidiano moderno.

O comandante-geral em exercício da Polícia Militar do Amapá (PM/AP), coronel Rômulo César Souza, destacou o empenho das mulheres, que se dividem entre a atividade profissional e a família. “Há 29 anos as mulheres eram inseridas nas fileiras da Polícia Militar do Amapá, e hoje existe um histórico positivo de lutas e conquistas. É importante esse debate para o fortalecimento da própria instituição. Temos que lembrar que as mulheres têm dupla jornada, pois além de policiais, são esposas, mães e têm essa segunda missão”, avaliou o militar.

O Amapá conta hoje com um efetivo de 678 policiais femininas, o que representa cerca de 20% da corporação. Entre as várias conquistas implementadas pela política do governo do Estado, está o alinhamento de vencimentos, ou seja, não existem salários diferenciados por gênero. Homens e mulheres que ocupam um mesmo posto, sargento, por exemplo, têm salário igual.

A coronel PM Palmira Bitencourt, que palestrou na abertura do evento, lembrou que em 1996 houve a unificação dos quadros da PM, extinguindo a então Companhia de Policiamento Feminino.

“Essa é uma das conquistas históricas e valorização das mulheres no serviço policial militar. Foi a quebra de um paradigma. Se não houvesse essa unificação, as mulheres só chegariam, no máximo, ao posto de capitão. Com isso, podemos atingir as altas patentes, como a de coronel. Muitas policiais do Brasil ainda não chegaram a essa evolução, garantindo igualdade de direitos”, lembrou Palmira.

“As mulheres sempre serão vistas como seres delicados. E somos! Mas, também, temos a capacidade de superar limites e realizar as mesmas atividades que os homens. Tudo depende da força de vontade e do querer”!

A frase foi dita pela sargento PM Duziane Santos Ferreira, que integra o Batalhão de Operações Especiais (Bope), onde ingressou em 2014. “Entrei na Polícia Militar em 2002 e já tinha esse direcionamento operacional. Naquele mesmo ano foi instalado o Bope. Eu e mais duas policiais nos apresentamos como voluntárias, mas, infelizmente, não havia estrutura para nos receber. Passei 12 anos esperando pela oportunidade de poder ingressar nesse batalhão”, lembra a Duziane.

O evento prossegue nesta quinta-feira, 14, pela manhã com a realização de um ciclo de palestras. A previsão é de que o encontro encerre às 13h.

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 Créditos:Netto Lacerda / Sejusp