Presidente da ADEPOL acredita que as práticas restaurativas podem contribuir com o trabalho da Polícia Civil do Amapá

0
10
?

claudionor 1claudionor 2

O delegado de polícia Claudionor Soares, pela terceira vez presidente da Associação dos Delegados de Polícia Civil do Amapá – ADEPOL – foi o entrevistado no programa radiofônico Nas Ondas do Judiciário – Um rio de informações, produzido pela Assessoria de Comunicação do Tribunal de Justiça do Amapá. Na ocasião o delegado defendeu a aplicação de práticas restaurativas no âmbito das delegacias de polícia, antes da instauração de inquéritos. Nesse sentido, afirmou que irá procurar o Poder Judiciário para propor parceria no intuito de capacitar agentes e delegados da Polícia Civil.

“Assim como vem dando certo em outros setores da sociedade brasileira, as práticas restaurativas como ferramenta de pacificação social devem ser adotadas pela Polícia Civil”, ressaltou o delegado.  Ele acredita que uma delegacia também pode servir de base para atendimentos e mediações de conflitos a serviço da sociedade, que busca a polícia como primeira porta para resolver um problema gerado na comunidade.

“Além de evitar a judicialização, esse caminho faz com que as delegacias dêem maior atenção aqueles casos de maior repercussão, considerando que o tempo que se leva para concluir o inquérito sobre uma ameaça, uma calúnia ou difamação é o mesmo que se leva para concluir um inquérito de tráfico de drogas, de homicídio”, exemplificou Claudionor.

Segundo ele, em sua base de formação como delegado de polícia teve contato com o conceito e a experiência de polícia comunitária, o que lhe ofereceu a possibilidade de ouvir as partes de uma ocorrência de pequeno porte e resolver ali na delegacia, utilizando as técnicas restaurativas e impedindo que os conflitos se transformassem em inquéritos e futuras ações judiciais.

Em 26 anos de atuação como delegado de polícia civil no Amapá, Claudionor Soares se orgulha de ser “um dos únicos senão o único delegado de polícia que nunca usou uma arma de fogo”. Mesmo tendo trabalhado em locais perigosos, e tendo ciência de que a arm