Presidente do TJAP garante apoio à iniciativa de recuperação de dependentes químicos no Amapá

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O presidente do Tribunal de Justiça do Amapá, desembargador Carlos Tork, recebeu os representantes da Fazenda Esperança, entidade dedicada à recuperação de toxicodependentes por meio de um trabalho voluntário de ressocialização. O projeto, que já atende diversos estados brasileiros e outros países do mundo, será inaugurado no dia 22 de julho e atenderá aproximadamente 86 jovens nos primeiros meses de sua atuação.

Criado pelo Frei Jeizito Hans e o leigo Nelson Giovanelli Rosendo dos Santosem 1979no município de Guaratinguetá (São Paulo), o projeto se expandiu em 2007 para outras regiões, possuindo atualmente certificação da Organização Mundial de Saúde (OMS) pela excelência na metodologia de recuperação dos dependentes químicos.

FAZENDA DA ESPERANCA 67O representante da Fazenda Esperança no Amapá, Elpídio Amanajas, falou dos resultados que mostram o excelente e efetivo trabalho realizado. “O índice de pessoas recuperadas dentro da Fazenda Esperança é muito alto, mais de 80%, além do projeto de auto-sustentabilidade, se mantendo por meio de serviços produzidos dentro do próprio ambiente”, explicou.

FAZENDA DA ESPERANCA 26O presidente do TJAP parabenizou a iniciativa e garantiu apoio do Tribunal de Justiça para a implantação do projeto, que oferecerá oportunidade de recuperação aos dependentes químicos por meio de tratamento psiquiátrico e psicológico.

FAZENDA DA ESPERANCA 29De acordo com o juiz auxiliar da presidência e titular da Vara de Execuções Penais da Comarca de Macapá (VEP), JoãoMatosJúnior, será possível o apoio à entidade por meio dos fundos provenientes da penas pecuniárias das unidades da Justiça. “Faremos uma reunião com os juízes responsáveis pela administração desses fundos das penas pecuniárias para levar essa demanda da Fazenda Esperança, para que eles possam verificar a conveniência e a oportunidade para verter esses recursos para o trabalho lá realizado”, informou o magistrado.

O deputado Charles Marques, membro da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, esteve presente na reunião e defendeu o trabalho realizado pela instituição. “A entidade não utiliza medicamentos, ou seja, os pacientes se recuperam por meio da alegria de serem tratados como seres humanos”, reconheceu.