Projeto Defensor Público atenderá 100 alunos em situação de risco social

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A ação faz parte da programação alusiva ao Dia Nacional do Defensor Público, celebrado em 19 de maio.
Por: Iracilda Tavares

 Foto: Irineu Ribeiro/Secom
Lançamento do projeto teve a participação de estudantes e professores

A Defensoria Pública do Amapá (Defenap) lançou, na manhã desta sexta-feira, 18, um programa que visa resgatar 100 alunos de escolas públicas estaduais, com idade entre 12 e 18 anos, que estão em situação de risco social.

Denominado Defensor Público Jovem, o projeto busca trabalhar a formação do senso crítico e de justiça nos estudantes, com intuito de formar agentes de resolução de conflitos no âmbito escolar.

O primeiro estabelecimento de ensino a receber a ação do projeto foi a Escola Estadual Alexandre Vaz Tavares (AVT), onde ocorreu o lançamento do programa, que faz parte da semana comemorativa alusiva ao Dia Nacional do Defensor Público, celebrado em 19 de maio. A estreia teve a participação de alunos, professores e defensores públicos.

De acordo com a coordenação do projeto, 12 alunos – 6 titulares e 6 suplentes – serão selecionados para receberem orientações e treinamento técnico, a fim de que eles possam desenvolver atividades como defensores no espaço escolar. Os principais critérios de seleção serão assiduidade, comportamento e caderneta de notas.

Durante a execução das atividades, serão realizadas oficinas, distribuição de cartilhas e folders, datashow e caixas.

O coordenador do projeto, defensor Paulo José Ramos, explicou que todas as tratativas já foram tomadas com as escolas. Agora, os alunos receberão informações sobre as fases e critérios para a seleção. Em seguida, serão realizadas oficinas jurídicas, simulação de audiências e atividades demonstrativas.

“Vamos trabalhar com os alunos escolhidos pela escola. Esses alunos serão preparados orientados e supervisionados pela defensoria, eles receberam vestimenta adequada como paletó, gravata, calça social e sapatos para que possa desenvolver as atividades. A ideia é dar suporte nas demandas que chegam à sede da defensoria. Faremos audiências na escola com juiz, promotor e defensor com a participação dos alunos e a comunidade”, explicou o coordenador.

Sede

A escola AVT funcionará como sede principal das atividades. Ela foi escolhida por causa da localização, no centro de Macapá, e por apresentar estrutura física adequada para desenvolver os trabalhos, além dos bons resultados obtidos na formação de alunos. O espaço funcionará como uma espécie de juizado, onde o juiz, promotor e defensor público, atuarão juntos para atender as atividades da escola e da comunidade.

A diretora da instituição, Vera Lúcia Leão Sanches, ressaltou que o projeto é importante para o crescimento intelectual e pessoal dos alunos, além possibilitar a experiência deles atuarem como defensores. “É um projeto maravilhoso. Já iniciamos o processo de escolha dos alunos que serão contemplados inicialmente, que devem possuir boa desenvoltura na oratória, ter 100% de frequência e principalmente apresentar problemas de ordem disciplinar”, explicou a diretora.

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 Créditos:Irineu Ribeiro / Secom

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