Sem delegacia especializada e conselho inativo, casos de violência contra idosos crescem no Amapá

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“No Dia Mundial de Combate à Violência contra o Idoso, celebrado em 15 de junho, o Amapá não tem muito o que comemorar. Mais de 100 casos de violência contra o idoso foram registrados nos três primeiros meses do ano”, informa o deputado estadual Pedro DaLua (PSC).

Os principais motivos são o abandono e o uso indevido de cartões e dinheiro, por parte dos próprios filhos. Discriminação e maus-tratos também são frequentes e são crimes citados no Estatuto do Idoso, que determina os direitos de quem tem mais de 60 anos. Até meados de abril deste ano 113, casos de violência foram registrados. Hoje, eles já devem chegar a quase 150.

03De acordo com o deputado Pedro DaLua, que levanta a bandeira da proteção ao idoso desde que presidiu a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Amapá (Alap), boa parte das queixas de violência são cometidas pelos próprios filhos, e, por isso, os registros são mais complicados.

Medidas protetivas para essa população perderam força com a inatividade do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa Idosa. As atividades do local criado para assegurar a cidadania de idosos foram paralisadas há cerca de um ano. Apenas Macapá, Santana e Oiapoque têm conselhos municipais.

No ano passado, foram registradas 253 ocorrências, sendo que 28 casos resultaram em mortes de idosos. Outro dado levantado sobre 2017 é que as mulheres foram as mais violentadas. Por outro lado, os homens foram os que mais morrem. Nos casos de óbitos, apenas duas foram mulheres.

Com informações do Setorial da Pessoa Idosa do Conselho Popular do Congresso do Povo (Conpop)