SOLENIDADE: FUNDAÇÃO DA ACADEMIA AMAPAENSE DE BATUQUE E MARABAIXO – Correio Amapaense

SOLENIDADE: FUNDAÇÃO DA ACADEMIA AMAPAENSE DE BATUQUE E MARABAIXO

Escrito por Rafaela Bittencourt Ligado . Publicado em Noticias

A Academia Amapaense de Batuque e Marabaixo (AABM) foi oficialmente instalada na quinta-feira, 22, no Teatro das Bacabeiras. O prefeito de Macapá, Clécio Luís, participou da mesa de abertura, acompanhando a fundação histórica da AABM, que vem para resguardar a memória, tradições e cultura dos negros amapaenses.

 

 

O evento teve início com uma missa tradicional na antiga igreja São José e depois seguiu com um cortejo dos acadêmicos a serem empossados até o Teatro das Bacabeiras. A cerimônia de posse oficial dos 40 acadêmicos, que irão contribuir para a preservação e imortalização da cultura negra amapaense, foi presidida pelo padre Paulo Roberto Matias, primeiro a ser empossado na Academia como presidente.

 

Foram escolhidas 40 personalidades, já falecidas para serem homenageadas como patronos de 40 acadêmicos, representantes da comunidade tradicional e lideranças quilombolas, do Marabaixo e religiosas, que foram imortalizados por meio das cadeiras ocupadas. “A Academia Amapaense de Batuque e Marabaixo se propõe a fazer pesquisas e estudos que irão difundir a história dos afrodescendentes do Amapá, incluindo sua diversidade social, antropológica, religiosa e cultural. Iremos resgatar e preservar a nossa memória para valorizar os autores sociais da coordenação do Batuque e do Marabaixo”, destacou o presidente empossado, padre Paulo Roberto Matias.

 

As 40 nomeações imortalizaram nomes conhecidos da cultura afrodescendente do estado, como, por exemplo, Gertrudes Saturnino Loureiro, cadeira número um, representada pela acadêmica Maria José Libório, e Julião Tomás Ramos, representado pela acadêmica Benedita Guilhermina, a tia Biló. Clécio Luís levantou-se durante a cerimônia, assumindo a tribuna em respeito aos acadêmicos e para parabenizá-los de frente pela vitória importante que a AABM significa para a cultura afrodescendente do Amapá.

 

“O significado de instituir, fundar e dar posse aos nossos acadêmicos por meio de uma nomeação que homenageia nossos antepassados, significa homenagear também 40 baluartes do Batuque e do Marabaixo da cultura do Amapá. Antigamente, percebíamos nas festas do Marabaixo a presença muito forte dos idosos e a ausência dos nossos jovens. De um tempo para cá percebemos a mudança e a presença forte, marcante e virtuosa de crianças e, especialmente, de jovens, herdeiros da tradição fazendo o que se propõe a Academia: imortalizar a nossa ancestralidade, nossos traços culturais, a nossa memória e a nossa história”, destacou o prefeito.

 

O diretor-presidente do Instituto Municipal de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Maykom Magalhães, parabenizou a comissão organizadora que tornou a AABM uma realidade. “O município de Macapá, nos últimos anos, tem feito avanços importantes na imortalização de referências importantes da cultura do Marabaixo, a exemplo do Museu do Negro, e também levando a nossa cultura para as escolas, através da história e referências culturais dos negros de Macapá que são passadas para as nossas crianças”, ressaltou Maykom Magalhães.

 

Rafaela Bittencourt

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