Terapia com uso de cães entra na quarta fase do tratamento em idosos do Abrigo São José

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Animais serão inseridos nos quartos para que os acamados participem da experiência que tem trazido benefícios físicos, psicológicos e sociais.

 

 Foto: Irineu Ribeiro/Secom
Para Pedro Cruz, 85 anos, a presença dos animais no local traz alegria e diversão para todos os idosos

O projeto social “Patas do Bem”, que desenvolve a cinoterapia em idosos do Abrigo São José, em Macapá, chega à quarta fase do tratamento trazendo diversos benefícios físicos, psicológicos e sociais, por meio da terapia com cães. Prevista para o dia 30 de junho, de 8h às 11h, nesta fase, os animais serão inseridos nos quartos para fazer companhia aos idosos que não conseguem se locomover.

De acordo com a diretora do Abrigo, Marlete Ferreira, a cinoterapia é uma técnica eficaz no combate à depressão e ao estresse, diminuindo a sensação de solidão aos atendidos. Ela explica que a primeira fase do projeto, consistiu na apresentação de 10 cães utilizados na terapia; a segunda, foi de avaliação e diagnóstico para saber quem estaria apto a participar do tratamento; já na terceira etapa, foi o momento de interação e brincadeiras. Agora, os cães serão inseridos nos quartos para que os acamados participem da experiência.

“É um projeto que deu certo. A gente percebe o quanto a terapia com cães faz bem para os idosos. É notável a alegria deles com os animais e o brilho no olhar de cada um, especialmente para os que sofrem de alguma patologia grave. Agora, vamos iniciar o tratamento dos idosos que não podem andar e estão com a saúde fragilizada”, enfatiza a diretora.

Atualmente, o Abrigo São José, conta com 58 idosos com idades entre 65 e 100 anos, os quais, são atendidos com a cinoterapia uma vez por mês. Os cães vão acompanhados pelos donos que também são voluntários do projeto.

O “Patas do Bem” foi idealizado pelo casal de médicos veterinários Dênis e Sílvia Magalhães e é realizado em parceria com o Centro Veterinário 4 Patas. As atividades acontecem sempre aos fins de semana, pela manhã, e os animais ficam cerca de 3 horas na instituição, motivando os idosos a se exercitarem, através de atividades como caminhar e brincar com os bichos. A técnica já é adotada em outros estados do país, como Pernambuco, o primeiro a implantá-la no Brasil.

Para Pedro Cruz, 85 anos, morador do abrigo há mais de cinco anos, a presença dos animais no local traz alegria e diversão para todos os idosos. “Nosso único contato no abrigo é com outros idosos e os cuidadores. E as brincadeiras com os bichinhos é muito boa para nos distrair”, confirmou.