CORREIO AMAPAENSE

Terra, água e ar: a logística para levar assistência e medicamentos para aldeias no RS

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Donativos, medicamentos e profissionais, como médicos e enfermeiros, chegam a áreas atingidas em missões via carros, barcos e aeronaves

– Foto: Divulgação/MS

 

As enchentes no Rio Grande do Sul exigem uma série de ações logísticas para socorrer os territórios indígenas afetados pelo desastre. Para dar uma resposta efetiva, as equipes da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), do Ministério da Saúde, chegam por terra, ar e água.
Juntamente com parceiros como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Médicos Sem Fronteiras (MSF), Cruz Vermelha e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a pasta envia donativos, medicamentos, além de médicos e enfermeiros, em missões via carros, barcos e aeronaves.
O coordenador-geral de Infraestrutura e Saneamento da Sesai, Leandro Nepomuceno, que participa do Centro de Operações de Emergência em Saúde (COE) do Rio Grande do Sul, conta que as equipes enfrentam grande dificuldade para acessar as populações atingidas pelas enchentes.
“Muitas comunidades encontram-se isoladas devido à destruição de estradas e pontes, e outras encontram-se ilhadas. Os veículos do DSEI Interior Sul têm acesso às aldeias por via terrestre quando possível, mas em muitas comunidades só é possível via helicóptero”, explica.
As equipes de atendimento em saúde continuam em missões nas comunidades indígenas. Em Ponta do Arado, os insumos que haviam sido guardados emergencialmente em uma fazenda foram entregues via barco.

Foram realizadas missões exploratórias aéreas em parceria com o MSF nas aldeias de Jacutinga, Santa Maria Kaingang e Santa Maria Guarani, onde vivem 188 indígenas.
O Ministério da Saúde está levando alimentação, água, agasalhos e medicamentos para promover assistência em saúde e diagnóstico situacional das condições da água para consumo humano e das infraestruturas afetadas.
Já na missão exploratória terrestre na aldeia Puyanawa e na aldeia Foxá, pertencentes aos municípios de Cruzeiro do Sul e Lajeado, indígenas da etnia Kaingang, cerca de 200 pessoas foram atendidas.

ATUAÇÃO NA EMERGÊNCIA – O Ministério da Saúde está investindo recursos para ações de promoção, proteção e recuperação da saúde indígena no Rio Grande do Sul. O orçamento, oriundo da Medida Provisória 1.218 do Governo Federal, soma R$ 21,4 milhões e impactará diretamente 36 mil indígenas no estado.

Desde 3 de maio, a Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) executou uma série de ações para proteger essa população. A pasta articulou, por exemplo, apoio com a Defesa Civil dos municípios para a evacuação de indígenas residentes nas áreas de risco.

Segundo levantamento da Sesai, todos os sete Polos Base no estado relataram impactos devido às chuvas. Ao todo, 80 aldeias estão parcial ou totalmente isoladas, afetando mais de 15 mil indígenas distribuídos em 40 municípios.

Em relação às aldeias com comunicação parcial ou sem comunicação, são 31 aldeias onde vivem 2.250 indígenas, em 17 municípios.

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