Unidades de saúde estaduais têm intérpretes para indígenas

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Os intérpretes são acionados através do Núcleo Estadual de Saúde Indígena, criado pelo Governo do Amapá, para auxiliar na comunicação.
Por: Claudia Cavalcanti

 Foto: Sesa
Outra medida para garantir melhor assistência aos indígenas foi a adaptação de alas nas unidades com escápulas de rede, por causa dos costumes dos índios

As unidades hospitalares do Estado do Amapá agora contam com intérpretes para pacientes indígenas que precisarem ser atendidos pela rede de média e alta complexidade. Quando um indígena procurar atendimento médico, a direção da unidade pode acionar o Núcleo Estadual de Saúde Indígena (Nesi) e solicitar um intérprete.

A dificuldade de comunicação era um problema recorrente no atendimento aos índios, fazendo com que eles demorassem a receber alta. Muitos moram em comunidades isoladas e de difícil acesso e quase não falam ou compreendem português, o que exigiu a contratação de intérpretes, para auxiliar na comunicação entre os pacientes indígenas e as equipes dos hospitais.

Os intérpretes, que também são indígenas, pertencem às tribos mais numerosas e que possuem maior demanda de atendimento médico, entre elas Apalai/Waiana, Galibi Marwormo, Tiriyó e Waiãpi.

Nesse primeiro momento, os intérpretes atuam em regime rotativo, dependendo da necessidade dos hospitais, Unidades Mistas de Saúde (UMSs) e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), que acionam o Nesi, quando um paciente indígena dá entrada em alguma unidade de saúde do Estado.

Na capital, onde acontecem os atendimentos de alta complexidade, os técnicos do Nesi auxiliam no Hospital de Emergência (HE), Hospital de Clínicas Dr. Alberto Lima (Hcal), Hospital da Mulher Mãe Luzia (HMML) e Hospital da Criança e do Adolescente (HCA).

Outra medida para aproximar as comunidades indígenas e garantir melhor assistência e estes pacientes foi a adaptação de alas nas unidades com escápulas de rede, também conhecidas como armadores, por causa dos costumes e hábitos dos índios. A primeira unidade a receber o modelo foi a UMS de Pedra Branca do Amapari. No Hospital Estadual de Oiapoque, uma ala também está sendo adaptada.

Núcleo de Saúde Indígena

O Nesi foi criado em junho de 2017 pelo governador Waldez Góes, através de uma portaria. Além de intérpretes, os técnicos do Núcleo Estadual de Saúde Indígena assumem a assistência social dos pacientes que estejam recebendo tratamento dentro das unidades estaduais de saúde.

Para compor a equipe do Nesi, a prioridade foi selecionar profissionais de origem indígena. Eles passaram por um treinamento para atuar como intermediários entre os pacientes e as equipes médicas dos hospitais.

Hoje, a população de índios no Amapá e Norte do Pará está estimada em 11.715, que residem em sua maioria nos municípios de Oiapoque, Pedra Branca do Amapari e no Parque do Tumucumaque.

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