Vítima de acidente de trânsito testemunha importância de curso de salvamento veicular

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Solenidade de encerramento do IV Curso de Salvamento Veicular teve a presença de uma vítima que sobreviveu graças à rápida ação de bombeiros.

 Foto: Maksuel Martins/Secom
Karen Brito aproveitou para agradecer aos militares que a resgataram das ferragens no acidente ocorrido em 2015

Técnica e tempo foram essenciais para que a radialista Karen Priscila Brito, pudesse estar viva e acompanhar de perto a solenidade de encerramento do IV Curso de Salvamento Veicular, realizado pelo Corpo de Bombeiros Militar do Amapá (CBM/AP). Ela foi uma das vítimas de um acidente que aconteceu em 2015 na Rodovia BR-210, em Macapá. O encerramento do curso ocorreu nesta quarta-feira, 25, no Estádio Municipal Glicério de Souza Marques, na capital.

E foi justamente estes conceitos, entre outras técnicas, que os 23 oficiais que participaram da capacitação, aprenderam. “A técnica e o tempo precisam estar alinhados em um salvamento veicular. Isso pode fazer toda a diferença na hora de salvar uma vida”, avaliou o capitão Renan Issackson, um dos participantes.

Karen Brito viajava com o esposo e um cunhado no dia do acidente, quando o veículo em que eles estavam bateu de frente com outro. “Infelizmente, as pessoas que estavam no outro carro, não sobreviveram”, lembrou.

O sargento Luís Coutinho, um dos militares que participaram do resgate no acidente de Karen, estava presente na solenidade de encerramento do curso. Ele disse que a situação da radialista era mais complexa, porque estava presa às ferragens e apresentava risco de morte.

“Na época, não tínhamos esse conhecimento repassado pelo curso de salvamento veicular, mas usamos nossas técnicas básicas para realizar o resgate que garantiu a sobrevivência da vítima”, lembrou o sargento.

O casal aproveitou o momento para agradecer mais uma vez ao empenho dos bombeiros e ressaltar a importância das técnicas e conhecimentos adquiridos pelos militares na capacitação, que podem garantir que outras vítimas também sobrevivam em acidentes automobilísticos.

Simulação

Durante o encerramento do IV Curso de Salvamento Veicular, os militares demonstraram as técnicas e conhecimentos adquiridos nos treinamentos, para simular o resgate de uma vítima presa nas ferragens de um veículo.

Cada ação era especificada por dois oficiais instrutores da corporação, para que o público, formado por familiares e militares, pudessem ter noção das técnicas utilizadas pela equipe de resgate.

A ação simulava um acidente de trânsito numa rodovia e contou com a participação do Grupo Tático Aéreo (GTA). No final, a vítima foi encaminhada para o helicóptero para ser transportada até o hospital.

Curso

Iniciado no dia 6 de abril, o curso teve duração de 20 dias com carga horária de 128 aulas teóricas e práticas, entre elas, atendimento pré-hospitalar, comando e controle e salvamento veicular. Essa edição teve a participação de um instrutor do Corpo de Bombeiros de São Paulo, especialista na área.

O objetivo foi especializar os oficiais para atendimento a esses tipos de ocorrência, visto que são os responsáveis por comandar e gerenciar as operações no cotidiano do serviço operacional dentro da corporação. E, principalmente, reduzir o tempo de resposta e de sequelas às vítimas destes sinistros, frente ao aumento significativo de ocorrências desse tipo no Estado.

O comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Amapá (CBM/AP), coronel Wagner Coelho, complementou dizendo que o curso também serve para que os oficiais aprimorem suas técnicas e, possam, junto com a equipe comandada por eles, prestar um atendimento mais rápido e eficaz, numa situação que envolva um acidente de trânsito com vítimas presas em ferragens. “Ganha a corporação com oficiais habilitados. Ganha, também, a sociedade que, no momento que precisar, terá um atendimento mais especializado”, frisou o comandante.

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 Créditos:Maksuel Martins / Secom